RJ: Estudantes colocam bandejão da Uerj a serviço do povo

RJ: Estudantes colocam bandejão da Uerj a serviço do povo

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Fotos: Karol Moraes

Ontem, 8 de outubro, crianças ligadas a um projeto social promovido pelo ADEP (Ação Direta em Educação Popular) e moradoras do Morro da Mangueira, comunidade próxima a universidade, foram recebidas para almoçar no Restaurante Universitário da Uerj.

Mostrando com ações que a universidade pode e deve se integrar e cumprir o seu papel de servir à comunidade que a cerca, os estudantes põem em prática a consiga de Quebrar os muros da universidade! E servir ao povo! 

Em 14 dias de ocupação, os estudantes converteram o antigo bandejão, prédio abandonado há mais de um ano pelos gerenciamentos Cabral/Pezão, onde se acumulava sujeira e ratos,  em um espaço a serviço da organização, mobilização e politização e cultura de estudantes, professores, funcionários e da comunidade do entorno.

Diversas atividades político-culturais estão sendo realizadas a fim de chamar a comunidade acadêmica e a população a somarem-se na luta em defesa da universidade pública, gratuita e a serviço do povo.

Os estudantes que ocupam o bandejão convocam a toda comunidade acadêmica a contribuir também com a construção da resistência contra o assassinato da Uerj, com doações de alimentos, produtos de higiene, limpeza, toucas para utilizar nas dependências da cozinha, participação política etc. 

A disciplina dos alunos em manter a mobilização somada a combatividade, servem de exemplo para as atuais e futuras lutas travadas em defesa dos direitos dos povos, que, dia após dia, o velho Estado vem atacando. É neste contexto também que ocorre a greve dos professores, estabelecida em assembleia no último dia 04/10. 

Durante todo esse tempo de ocupação, os bravos estudantes independentes vêm mostrando que com organização, politização e luta as massas podem resolver todos os problemas que as afligem.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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