Um combativo ato anti-imperialista foi realizado no dia 03 de março no Rio de Janeiro, denunciando as contínuas agressões imperialistas ianques na América Latina e no Oriente Médio, e exaltando as lutas anti-imperialistas em curso em todo o mundo. O ato teve sua concentração às 17h no Largo da Carioca e seguiu em marcha fechando ruas até o Consulado Geral dos EUA, onde foram acendidos sinalizadores vermelhos e realizada a queima das bandeiras do Grande Satã, ou EUA, e do Pequeno Satã, ou “israel”.
A manifestação foi composta por organizações anti-imperialistas, movimentos estudantis, sindicatos, ativistas e coletivos culturais, que levantaram faixas e entoaram palavras de ordem anti-imperialistas. No início do ato, os manifestantes reunidos próximos ao metrô utilizaram uma caixa de som para realizar sua agitação.

A Liga Anti-Imperialista Internacional (LAI), em sua intervenção, conclamou novamente o povo para a luta popular contra o imperialismo, destacando a necessidade de fazer essa luta nas ruas. Além disso, levantou alto a bandeira da Revolução Agrária como principal luta anti-imperialista no país, e homenageou o Companheiro Flecha, executado barbaramente na manhã do dia 23 de janeiro numa operação do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Mato Grosso em cooperação às forças de repressão de Rondônia. Um mês antes, a LAI já havia organizado um grande ato em solidariedade à Venezuela na capital do RJ.
Um representante do Coletivo Cultural Renato Nathan (CORENA) destacou que o imperialismo “não consegue mais domesticar o mundo da mesma forma de antes…agora ele tem que cada vez mais fazer investidas mais cruéis […] E nisso, ele cria as condições de sua própria queda […] esses ataques na verdade regam a resistência nacional, a unificação em torno da resistência nacional.”

Em sua fala, enalteceu os movimentos de resistência anti-imperialista que estão se levantando no Oriente Médio e no Brasil, e prestou apoio ao estudante Mateus Galdino, que foi preso em uma manifestação em solidariedade à Venezuela, e conquistou sua liberdade após ampla mobilização popular.
Ativistas consequentes marcham até o Consulado ianque


Durante a manifestação inteira se fez presente o Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidões (RECOM) com o objetivo de intimidar os manifestantes, controlar o ato e reprimir o ódio ao imperialismo daqueles mais combativos. Segundo ordens da direção do ato, ele teria encerrado ainda no Largo da Carioca, sem completar o objetivo final de chegar ao Consulado Geral dos EUA, frustrando a juventude anti-imperialista ávida por lutar. A Liga Anti-imperialista Internacional (LAI), percebendo a atitude recuada, tomou a direção do protesto e guiu os ativistas em uma combativa marcha bloqueando as ruas até o Consulado ianque.

