RJ: Moradores protestam fechando ruas da Lapa após policiais executarem rapaz

RJ: Moradores protestam fechando ruas da Lapa após policiais executarem rapaz

Print Friendly, PDF & Email

Moradores protestam após jovem ser executado por agentes da Polícia Civil. Foto: Reprodução

Moradores da região turística da Lapa, no centro do Rio de Janeiro, fecharam as ruas do bairro na noite do dia 18 de julho durante manifestação que durou mais de três horas. Barricadas com fogo foram erguidas para protestar contra o assassinato do jovem Emanuel Ramos de Oliveira, de 20 anos. O jovem foi morto nas escadas de um dos casarões coletivos localizado na rua Joaquim Silva. Segundo moradores, policiais civis da 5ª Delegacia de Polícia chegaram à paisana e executaram Emanuel com tiros no rosto.

Revoltados com tamanha covardia, os trabalhadores e jovens que vivem na região, em fúria, fecharam um dos pontos mais policiados da cidade. Barricadas foram erguidas com o que os moradores encontraram pela frente.

Com a combatividade do protesto, a Polícia Militar (PM) precisou montar uma operação para reprimir os manifestantes, que por sua vez não recuaram diante da repressão. Jovens que vivem nos cortiços da região subiram nos sobrados e lançaram pedras nos policiais para responder às bombas de gás lacrimogêneo e tiros de bala de borracha e letal que eram lançados por estes. Como a região concentra Trabalhadores e transeuntes foram atingidos pelas bombas lançadas a esmo pela força militar reacionária. O protesto, que começou por volta de 18h, só foi terminar às 21h, quando os PMs conseguiram retirar as barricadas. Mesmo assim, ainda foram registradas ações madrugada adentro, como pichações denunciando a covardia dos agentes do velho Estado.

Sobre o assassinato de Emanuel, como de praxe os policiais alegaram que houve troca de tiros. Contudo, os moradores que presenciaram o homicídio negaram a versão dos reacionários, afirmando  que o que houve foi uma execução. A versão dos moradores ganha força, pois os agentes não encontraram nenhuma arma de fogo em posse de Emanuel, se tornando claro que é impossível que ele tenha atirado nos policiais.

Em seu papel antipovo, e agindo como a instituição defensora do velho Estado que é, o monopólio de imprensa logo tratou de criminalizar Emanuel e justificar a ação dos policiais, divulgando em seus jornais que o jovem tinha 15 passagens pela delegacia, como se isso justificasse sua execução a sangue frio pelas forças de repressão.

Polícias são denunciadas por todo o país

Ao longo das últimas semanas, as polícias militares foram alvo de denúncias das massas populares por conta de sua recorrente e continuada atuação truculenta que deixa mortos sem qualquer confronto deflagrado. A política de genocídio praticada pelas forças militares reacionárias é grave sintoma da guerra contra o povo promovida pelo velho Estado brasileiro que lança milhões à fome, desemprego e miséria e que necessita, como condição de manter sua existência, impulsionar a militarização reacionária de toda a sociedade. As vítimas, como se sabe, sempre são as mesmas: trabalhadores, pobres e pretos.

Leia Também: MG: Policial executa homem desarmado com tiros à queima-roupa

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
Agora, mais do que nunca, AND precisa do seu apoio. Assine o nosso Catarse, de acordo com sua possibilidade, e receba em troca recompensas e vantagens exclusivas.

Quero apoiar mensalmente!

Temas relacionados:

Matérias recentes: