RJ: Polícias militar e civil aterrorizam moradores em operação no Complexo da Maré

RJ: Polícias militar e civil aterrorizam moradores em operação no Complexo da Maré

Print Friendly, PDF & Email

Policiais levam terrorismo do velho Estado aos moradores do Complexo da Maré. Foto: Reprodução

Nas primeiras horas do dia 26 de setembro, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), tropas especializadas das polícias militar e civil, respectivamente, promoveram uma megaoperação no Complexo da Maré, localizado na zona norte do Rio de Janeiro. Até o momento, foram confirmadas 5 mortes. Mais uma vez, o terrorismo do velho Estado foi utilizado indiscriminadamente contra os moradores das favelas.

Na internet circulam vídeos e fotos de casas invadidas e destruídas pela polícia, rios de sangue pela comunidade, e moradores assassinados e agredidos. A operação ocorreu nas favelas Vila do Pinheiro, Vila do João, Salsa e Merengue, Morro do Timbau e Baixa do Sapateiro. Os moradores do Complexo da Maré bloquearam a Linha Amarela e a Avenida Brasil com pneus em chamas para protestar contra a operação policial. A operação paralisou o serviço de pelo menos quatro unidades de saúde e 35 escolas públicas da região, afetando os mais de 140 mil moradores das 17 comunidades que conformam o Complexo. Ao total, o Bope e a Core utilizaram mais de 180 homens, além de blindados e helicópteros.

Massas que se dirigiam para seus locais de trabalho pela Linha Vermelha também foram afetados pela operação e tiveram de rastejar e se esconder atrás de muros ou debaixo de seus carros. Os estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tiveram suas aulas canceladas.

A operação

Ainda na madrugada a operação policial foi iniciada na favela Vila dos Pinheiros, na Maré. Um helicóptero, veículos blindados e homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) circulavam na favela já neste horário e intensas trocas de tiros foram relatadas por moradores da região. Por volta de 8h da manhã, a operação se estendeu para as favelas Vila do João, Salsa e Merengue, Morro do Timbau e Baixa do Sapateiro. Cinco pessoas foram assassinadas pela polícia.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
Agora, mais do que nunca, AND precisa do seu apoio. Assine o nosso Catarse, de acordo com sua possibilidade, e receba em troca recompensas e vantagens exclusivas.

Quero apoiar mensalmente!

Temas relacionados:

Matérias recentes: