RJ: Povo protesta por justiça para Andreu

RJ: Povo protesta por justiça para Andreu

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Foto: Beatriz Araújo/A Nova Democracia

Mães e familiares de vítimas de violência policial realizaram um protesto na segunda-feira da semana passada, dia 18 de março, em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), para denunciar a impunidade de agentes do velho Estado, acusados de assassinar jovens negros nas favelas. Foi prestada também a solidariedade ao filho de Deize Carvalho, Andreu Luiz de Carvalho, assassinado em 2008 por agentes do Degase, cuja audiência ocorreu no mesmo dia.

Desde a brutal morte do seu filho, Deize iniciou sua laboriosa luta contra o velho Estado e por justiça para os assassinos de seu filho. Durante o último ato, ela simbolicamente pintou-se com tinta vermelha para representar o sangue de Andreu e denunciou a forma com ele foi barbaramente assassinado.

Em intervenção realizada na frente do TJ, com o uso de um megafone, Deize relatou como foi o assassinato do seu filho.

— Seis agentes do Degase, supostamente pais de família, cidadãos de bem, torturaram e espancaram o meu filho até a morte. Eles enfiaram cabo de vassoura no Andreu, quebraram o seu pescoço. A tortura durou 1 horas e 30 minutos, estava visível os requintes de crueldade no corpo do meu filho — denunciou, emocionada.

— Mesmo que Andreu tenha cometido um crime, essa barbárie não se justifica, pois ele estava lá cumprindo a pena como manda a lei — protestou.

Deize incentivou outras mães a falarem após a sua intervenção e outros abusos foram denunciados. Ao fim das manifestações, as guerreiras frisaram a importância de resistir contra o velho Estado e seus crimes contra o povo.

No dia da audiência das nove testemunhas, favoráveis aos agentes assassinos, apenas uma compareceu e foi ouvida.

O juiz que preside o caso de Andreu pertence ao 4º Tribunal do Júri, Gustavo Kalil, sendo o mesmo que decretou a prisão preventiva dos assassinos da vereadora Marielle Franco. Ao fim da audiência sobre Andreu, o juiz fixou uma multa e condução coercitiva para aqueles que não comparecerem na próxima audiência, que está marcada para o início de junho deste ano.

Diante deste fato as mães reiteraram a importância de resistir para alcançar vitórias, sejam elas quais forem.

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