RJ: Povo toma ramal de trem em manifestação contra a SuperVia

RJ: Povo toma ramal de trem em manifestação contra a SuperVia

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Trabalhadores ocuparam as linhas de trens em protesto contra o descaso da SuperVia. Foto: Reprodução

Trabalhadores fizeram uma manifestação na linha férrea próxima ao ramal de Deodoro, na zona oeste do Rio, no dia 30 de julho. Por volta de 9h da manhã, os trabalhadores ocuparam os trilhos da linha férrea próximo a estação de Deodoro. Revoltados, as massas atiraram pedras nos trens e colocaram troncos de árvores nos trilhos dos trens.

O protesto foi contra o atraso de trens que ocorreu no início da manhã, fato que fez com que milhares de trabalhadores se aglomeraram nas estações e dentro dos trens. A revolta se justifica devido a humilhação diária a que os trabalhadores do Rio de Janeiro que utilizam trens para irem ao trabalho são submetidos.

“Trens parados na estação Deodoro, sentido central do Brasil, à mais de 30 minutos e nenhuma informação de partida! Absurdo descaso com os usuários, desta empresa pra variar!”, reclamou um passageiro em uma rede social.

Já Deborah Carvalho, de 21 anos, contou que “Tem dias que o intervalo chega a quase 30 minutos de cada trem. Fora que fica muito mais lotado, porque acaba juntando todos os horários e as estações ficam lotadas, horrível. Principalmente por questão de pandemia”.

Histórico de SuperVia

A empresa privada SuperVia, que administra as linhas de trens no Rio de Janeiro, tem um histórico de sucateamento, descaso e mortes. Todos os dias os trabalhadores enfrentam atrasos de trens e superlotação.

Mesmo durante a pandemia, a empresa reduziu o número de composições de 80 para 66, segundo a Agência Reguladora de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Rio, fato que causou ainda mais transtornos para os trabalhadores. Além disso, a empresa aumentou a passagem para R$ 5,90.

Desde que assumiu a malha ferroviária do Rio de Janeiro, em 1998, a SuperVia vem prestando um péssimo serviço à população. Os atrasos, a lotação, os descarrilamentos e atropelamentos não são nenhuma novidade para os usuários dos trens, que são, em esmagadora maioria, trabalhadores que não têm outra opção para se deslocarem de casa até os seus serviços. Além disso, toda essa situação calamitosa é acompanhada pelo frequente aumento abusivo da passagem.

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