RJ: Prefeitura atrasa e parcela pagamento de aposentados em Campos

RJ: Prefeitura atrasa e parcela pagamento de aposentados em Campos

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Servidores acampam em frente à sede da prefeitura de Campos. Foto: Paulo Veiga

Aposentados e pensionistas da cidade de Campos dos Goytacazes, no Norte do estado do Rio, estão sofrendo com o atraso e o parcelamento dos seus vencimentos. Como a maioria dessas pessoas recebe pouco mais de um salário mínimo, qualquer corte ou atraso tem um impacto gigantesco nas finanças dessas famílias. A situação é tão caótica que, no dia 11 de agosto, servidores acamparam em frente à sede da prefeitura.

”Se não tem previsão, vai ter luta, vai ter rua, vai ter justiça. A lei é clara e diz que, em caso de insuficiência financeira, o prefeito tem que pagar a folha dos aposentados e pensionistas. Jamais recuaremos e não aceitaremos nenhum tipo de desculpa porque não é justo que essas pessoas que hoje estão no grupo de risco, diante dessa pandemia, já com salário tão defasado, que em sua maioria recebe um salário mínimo, fiquem sem seu pagamento”, afirmou Elaine Leão, presidente do Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos (Siprosep).

“Não temos mais um calendário fixo de pagamento, quando deveria ser no quinto dia útil. Em junho a prefeitura pagou inicialmente R$ 1 mil; depois, em julho, pagou 75% dos salários e os 25% restantes só foram pagos porque fomos para a porta da prefeitura protestar”, contou a Graciete Nunes, integrante da diretoria regional de Campos do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ (Sepe-RJ).

Caos nas finanças do Município

O governo municipal de Campos, chefiado por Rafael Diniz, vem há bastante tempo enfrentando dificuldades financeiras, com servidores sem receber, dívidas com credores, cortes em hospitais e até com prédios da prefeitura tendo cortes de energia elétrica por falta de pagamento. Esses problemas surgiram muito por conta dos casos de corrupção dentro da esfera administrativa do município e por conta da oligarquia semifeudal e burocrática que domina a política municipal.

O atual prefeito do município adota uma política e cortes de programas sociais e aumento de impostos. Segundo o economista José Alves Neto, o prefeito “tirou as camadas pobres do orçamento”. E afirma: “Os investimentos na área social vêm perdendo espaço na peça orçamentária. É o ajuste fiscal que penaliza os pobres”.

 

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