RJ: Prossegue o terrorismo policial no Jacarezinho

RJ: Prossegue o terrorismo policial no Jacarezinho

Print Friendly, PDF & Email

Foto: Ellan Lustosa / A Nova Democracia

Já dura oito dias o cerco e invasão da polícia na favela do Jacarezinho, Zona Norte do Rio de Janeiro. A reportagem de AND continua acompanhando de perto a situação dos moradores e denunciando a política de extermínio de pobres (que é parte da guerra civil reacionária desencadeada pelas classes dominantes brasileiras), como já havíamos informado na última quarta-feira: RJ: Polícia terrorista invade o Jacarezinho pelo sexto dia consecutivo.

Depois do assassinato do policial civil Bruno Guimarães Buhler em uma operação no Jacarezinho, policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM ocuparam a favela em uma ação criminosa que já completa mais de uma semana. Áudios divulgados na internet momentos após a morte do policial revelaram um plano de vingança de agentes da Core, que, como anunciado nas ameaças, invadiram a favela momentos depois promovendo o caos e derramando o sangue dos moradores.

Até agora, quatro pessoas já foram assassinadas pela polícia: uma criança de 8 anos, o mototaxista André Cardoso, o verdureiro Sebastião Sabino da Silva e um estudante de 16 anos ainda não identificado. Além deles, oito pessoas ficaram feridas durante as ações da polícia. A maioria das vítimas encontra-se nos Hospitais Souza Aguiar e Salgado Filho, porém não correm risco de morrer. Na tarde de ontem, a equipe de reportagem de AND voltou ao Jacarezinho para conversar com moradores e saber como tem sido a rotina sob a mira das armas do Estado nessa, que é uma das maiores favelas da América Latina.

Há ainda informações de que a polícia está ordenando que os comércios fechem as portas e os moradores, com suas rotinas alteradas e com medo de serem as próximas vítimas do terror do aparato policial do velho Estado, estão estocando comidas em suas residências.

Confira os vídeos produzidos pela reportagem de AND:

 

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
Agora, mais do que nunca, AND precisa do seu apoio. Assine o nosso Catarse, de acordo com sua possibilidade, e receba em troca recompensas e vantagens exclusivas.

Quero apoiar mensalmente!

Temas relacionados:

Matérias recentes: