Atendendo ao chamado da LAI (Liga Anti-imperialista), foi realizado, no dia 3, um ato que reuniu diversos movimentos em Porto Velho. O Ato entregou panfletos e realizou agitação política anti-imperialista entre a massa, assim como denunciou a perseguição ao movimento camponês combativo em Rondônia, e exigiu a liberdade para presos políticos brasileiros da luta pela terra e anti-imperialista.
Participaram do ato movimentos como o Movimento Estudantil Popular e Revolucionário (MEPR), o Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (MOCLATE), o Movimento Feminino Popular (MFP), a Unidade Popular (UP), o Partido Operário Revolucionário (POR), o DCE da Universidade Federal de Rondônia, Executiva Rondoniense de Estudantes de Pedagogia (ExROEPe), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Associação dos Docentes da UNIR (ADUNIR), entre outros. A manifestação ocorreu na Praça Marechal Rondon, popularmente conhecida como Praça do Baú, local onde diariamente centenas de pessoas se concentram para pegar ônibus.

No início da atividade, os manifestantes estenderam uma faixa denunciando os crimes cometidos pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) no estado de Rondônia, principalmente contra a luta pela terra.

A denúncia relembrou o assassinato do camponês Raimundo Nonato ocorrido em 8 de agosto do ano passado, às vésperas dos 30 anos da Resistência Camponesa de Corumbiara, bem como o recente assassinato do companheiro Flecha, importante dirigente da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), morto em 23 de janeiro, em mais uma ação violenta do BOPE. Os ativistas também denunciaram a atuação da imprensa lixo de Rondônia, que tenta criminalizar o movimento camponês e apagar a memória de luta dos companheiros.

Os manifestantes realizaram a queima de bandeiras dos EUA e de Israel, além dos fantoches de Donald Trump e Benjamin Netanyahu. Em meio à agitação, os manifestantes entoavam palavras de ordem como Ianques go home! e Fora Israel das terras palestinas! Fora ianques da América Latina!.
Durante a manifestação, o Comitê de Apoio AND realizou entrevistas com a população que acompanhava o ato, destacando a importância da mobilização e da unidade em torno da luta anti-imperialista. Uma trabalhadora entrevistada ressaltou que as informações divulgadas pela imprensa burguesa “não mostra o que realmente está acontecendo” e que “Somos países explorados, o que está acontecendo lá, também pode ocorrer em nosso país”, ressaltando a importância da solidariedade internacionalista.
A manifestação também exigiu a liberdade da advogada popular Lenir Correia e do estudante Matheus Galdino, preso em Pernambuco durante uma manifestação em defesa da soberania do povo venezuelano. Estudantes presentes denunciaram a criminalização, afirmando: Somos estudantes, não somos pacifistas! Viva a luta anti-imperialista! e Presos políticos, liberdade já! Lutar não é crime, vocês vão nos pagar!.
Mobilização para a manifestação
A mobilização foi resultado de um processo de organização iniciado ainda no mês de janeiro, com a realização de reuniões entre diferentes organizações. Entre os encaminhamentos, estavam ações de agitação e propaganda, como a colagem de lambes pela cidade, convocando as massas populares a se somarem ao ato.