Rodoviários exigem aumento salarial e melhores condições de trabalho em SP e ES

A categoria dos rodoviários segue em luta por melhores condições de trabalho nacionalmente. Trabalhadores do transporte coletivo paralisaram suas atividades e bloquearam avenidas e garagens nos estados de São Paulo e Espírito Santo no dia 3 de julho.
Rodoviários de SP bloqueiam avenida da capital com ônibus exigindo aumento salarial. Foto: Reprodução/ Diário do Transporte
Rodoviários de SP bloqueiam avenida da capital com ônibus exigindo aumento salarial. Foto: Reprodução/ Diário do Transporte

Rodoviários exigem aumento salarial e melhores condições de trabalho em SP e ES

A categoria dos rodoviários segue em luta por melhores condições de trabalho nacionalmente. Trabalhadores do transporte coletivo paralisaram suas atividades e bloquearam avenidas e garagens nos estados de São Paulo e Espírito Santo no dia 3 de julho.
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A categoria dos rodoviários segue em luta por melhores condições de trabalho nacionalmente. Trabalhadores do transporte coletivo paralisaram suas atividades e bloquearam avenidas e garagens nos estados de São Paulo e Espírito Santo no dia 3 de julho. Nas mobilizações, que já atingem pelo menos quatro estados, ele exigem aumento salarial e bonificações, além de melhores condições de trabalho com o retorno dos cobradores nos ônibus e ar-condicionado em todos os veículos.

Essas mobilizações se sucedem a greves de rodoviários em Goiás e no Rio Grande do Sul. Em GO, os trabalhadores grevistas apedrejaram 20 ônibus que furavam greve, e foram alvo de criminalização da empresa responsável pela sua exploração, que demitiu 10 trabalhadores. No RS, foram paralisadas cerca de 70% das operações das grandes empresas do transporte público no estado. 

SP: Motoristas bloqueiam avenida

Na cidade de São Paulo, motoristas realizaram uma série de sabotagens contra ônibus exigindo aumento salarial e bonificações. As ações denunciaram, ainda, o sindicato pelego. Uma reunião ocorreu no dia 26 de junho entre o sindicato e as empresas responsáveis, porém o sindicato nada disse à categoria sobre as discussões e os rumos da campanha salarial. As ações dos trabalhadores ocorreram na zona leste, nos dias 02 e 03/07.

Em 02/07, um ônibus articulado de 23 metros foi atravessado na avenida Celso Garcia, com chave quebrada. No para-brisa do veículo foram colados cartazes que denunciavam: “Cadê nosso aumento?!” e “Cadê nosso PLLR [Programa de Participação nos Lucros e Resultados]?!”. Logo em seguida, outro ônibus teve pneus furados e foi atravessado na avenida Alcântara Machado. Um dia depois, um trólebus [ônibus elétrico] que rumava ao centro da cidade teve seus pneus furados no Viaduto Antônio Abdo. Os ônibus também tiveram sua correia danificada.

Sobre as ações, um motorista que gravava vídeo dos ônibus parados demarcou: “Aumento não sai, ninguém fala nada, aí os amigos aqui ficam um pouco agitados, e resolvem por conta própria.”

ES: Rodoviários bloqueiam garagens

Protestos de rodoviários deixaram as cidades de Cariacica e Viana sem circulação de ônibus no dia 03/07, após bloqueio da garagem da empresa Santa Zita. O protesto começou no início da manhã, exigindo cobradores para os ônibus e ar-condicionado.

Exploração não ficará impune

A situação de trabalho dos motoristas do transporte público e coletivo, que sempre foi de extrema exploração, chegou a níveis inauditos com a pandemia da Covid-19, em meados de 2020. Três anos depois, os motoristas ainda sofrem com os ataques aos seus direitos promovidos naquela época sob a ameaça de demissões em massa.

Seus salários ficaram estagnados ou foram reduzidos. A profissão do cobrador foi extinta por várias empresas, causando sobrecarga de trabalho, além de desemprego. Direitos como auxílio alimentação, bonificações, ar condicionado, entre outros, foram reduzidos ou extinguidos em algumas empresas, em nome da baixa rotatividade das linhas na pandemia.

Apesar de todas as desculpas e justificativas dadas pelas grandes empresas, que ganharam, sem exceção, subsídios milionários de prefeituras durante a pandemia, o resultado prático, mesmo após o fim da pandemia, foi de piora geral das condições de trabalho dos rodoviários.

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