RS: Quilombo Kédi sofre ataque conjunto de Country Club e Prefeitura de Porto Alegre

O Quilombo Kédi, que fica localizado no bairro Boa Vista, área nobre de Porto Alegre, foi atacado por funcionários do Country Club Porto Alegre a mando da procuradoria geral de Porto Alegre, com retroescavadeiras, no dia 14 de novembro.

RS: Quilombo Kédi sofre ataque conjunto de Country Club e Prefeitura de Porto Alegre

O Quilombo Kédi, que fica localizado no bairro Boa Vista, área nobre de Porto Alegre, foi atacado por funcionários do Country Club Porto Alegre a mando da procuradoria geral de Porto Alegre, com retroescavadeiras, no dia 14 de novembro.
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O Quilombo Kédi, que fica localizado no bairro Boa Vista, área nobre de Porto Alegre, foi atacado por funcionários do Country Club Porto Alegre a mando da procuradoria geral de Porto Alegre, com retroescavadeiras, no dia 14 de novembro. Três casas foram derrubadas antes da comunidade se mobilizar para conseguir expulsar os agentes do Country Club.

O Quilombo Kédi, que está em processo de demarcação, já é há anos ameaçado diretamente pela procuradoria geral de Porto Alegre, em conluio com empresa Country, dona do imenso campo de golfe que é vizinho do quilombo e um dos muitos braços da família Zaffari, uma das grandes familias que tem Porto Alegre no bolso. Em uma tentativa de expulsar as famílias do local, que estão lá há mais de 100 anos, a empresa foi responsabilizada por fechar acordos com as famílias individualmente com os quilombolas, na velha estratégia de tentar dividir a massa e isolar os que resistem às ofertas da empresa.

No dia 14/11, a empresa invadiu o quilombo com o objetivo de demolir cinco casas, mas encontrou resistência da comunidade contra as ações ilegais da empresa. Uma moradora do quilombo denunciou ao “Brasil de Fato” que os funcionários do Country Club ameaçaram os moradores. “Se bater de frente tem pau pra todo mundo”, teria dito o capanga.

As ameaças e ataques que sofrem os Quilombos Urbanos de Porto Alegre tem como fim aterrorizar os moradores e fazer com que abandonem as suas terras pelo medo ou que aceitem as ofertas de chantagem realizadas pelas grandes empresas. Acontece que, a cada tentativa de despejo, a resistência dos povos quilombolas de lutas por seu chão, cresce. Nesse caminho, atacados pelas grandes empresas, pela prefeitura e sem conseguirem a regularização das terras pelo Incra, cada vez mais os quilombolas percebem que só podem contar com suas próprias forças para a defesa cabal de seu território.

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