No 30/11 (Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino), o povo foi às ruas de São Paulo manifestar apoio à luta de resistência nacional palestina e exigir do governo Luiz Inácio o rompimento das relações diplomáticas e comerciais com o Estado de Israel. Essa foi também a primeira atividade do Núcleo de Solidariedade à Libertação Palestina (uma iniciativa do Comitê de Apoio ao Jornal A Nova Democracia em São Paulo).
A manifestação começou no MASP e seguiu até a Praça Roosevelt. Os manifestantes contavam palavras de ordem como: “Estado de Israel, terrorista e assassino, e viva a luta do povo palestino!”, “Se o Lula não romper – olê olê olá – , o pau vai quebrar!” e “Resistência palestina, nem um passo atrás! Viva a luta armada! Todo apoio ao Hamas!”.
Em dado momento, a massa parou em frente a um posto de gasolina e alguns manifestantes fizeram uma interpretação com tinta vermelha e máscaras de Benjamin Netanyahu e Joseph Biden para representar a aliança sangrenta entre o sionismo e o imperialismo ianque. A seu lado, estava um tanque de guerra com as frases “O sionismo é um tanque de papel” e “O Brasil abastece o genocídio! Lula, fecha a torneira!” mais um rapaz levando nas costas um balão com os logos da Petrobras e da Shell e na mão uma bomba de combustível.

O Comitê de Apoio fez a venda das edições impressas de AND, falando também sobre as lutas populares em curso no Brasil, vinculando-as à resistência do povo palestino, especialmente no campo da revolução agrária. Durante o ato, o NSLP ergueu uma faixa com o dizer “Palestina resiste! Palestina triunfará!”.

Policiais militares fizeram um cordão paralelo à manifestação, passando com motos, e, de tempos em tempos, acompanhavam de perto por alguns minutos manifestantes específicos ou viravam abruptamente o guidão a fim de intimidar e causar tumulto, no que foram respondidos por palavras de de ordem como “Chega de chacina! PM na favela, Israel na Palestina!”.
Alguns manifestantes avistaram no topo de um prédio duas pessoas observando o ato que passava. A preocupação se deu porque indivíduos no topo de prédio já haviam arremessado uma bomba contra um ato anterior de mesmo tema.
Ao final, manifestantes realizaram a queima das bandeiras de Israel e dos EUA, enquanto o ato puxava as palavra de ordem “Fora de Gaza, Israel fascista! Fora, ianques, da América Latina!”.