SP: Dados escancaram guerra contra o povo

SP: Dados escancaram guerra contra o povo

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Foto: Ponte Jornalismo (Local da morte de Leandro Machado, morto na Favela do Moinho em 27/6, uma das 687 vítimas da PM |)

Recentemente, publicamos que no processo de um ano, a polícia militar do Estado de São Paulo sob mando do PSDB de Alckmin/Dória, assassinou 457 jovens com idade entre 14 à 24 anos. Os Dados foram adquiridos com base nos boletins de ocorrência realizados na região paulista.

Agora, mais recentemente (30/10), de acordo com dados atualizados pela SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), policias civis e militares do Estado de São Paulo mataram 686 pessoas entre janeiro e setembro desse ano corrido. O que corresponde a um morto a cada 10 horas. É de longe, a maior série de assassinatos e aniquilamentos divulgadas pela SSP-SP, desde o segundo semestre de 1995. Pela segunda vez o número de mortos pelas mãos da polícia de São Paulo ultrapassa a marca de 600 pessoas durante os nove primeiros meses do ano. Em 2003, houve 678 mortos nesse período.

No ano passado, o Estado teve a maior proporção de mortes em decorrência de intervenção policial em relação ao total de mortes violentes em 2016: 17,4%. A proporção no Brasil é de 6,9%. São Paulo ultrapassa até os estados onde há maior letalidade policial, Amapá e Rio de Janeiro, que ficam em segundo e terceiro lugar, respectivamente, quando se fala na proporção da responsabilidade da polícia nas mortes violentas dos estados. O dado está no 11º Anuário Brasileiro de Segurança pública.

O que vem ocorrendo em São Paulo e no Brasil é uma verdadeira licença para matar os povos mais pobres e miseráveis do campo e da cidade. É parte da política da Guerra Civil Reacionária descarregada para impedir a justa revolta popular do povo oprimido. Historicamente são realizadas execuções que são acobertadas como confronto (quando muitas das vezes não houve confronto) e raramente a policia é efetivamente punida, pois essa instituição só serve para proteger os ricos e oprimir os pobres, chegando ao absurdo de desfigurar e omitir provas. Um exemplo disso foi o assassinato dos 5 jovens na Zona Leste de São Paulo estes foram aniquilados, tendo seus corpos enterrados sob cal em Mogi das Cruzes e também, o caso do carroceiro Ricardo Silva Neto, baleado no peito em Pinheiros, tendo seu corpo manuseado e cartuchos retirados para esconder o autor do crime, indo totalmente contra a regra crucial dos primeiros socorros que é preservar o local do crime/acidente.

A realidade em São Paulo é objetiva e vai de convergência a realidade do nosso País semicolonial e semifeudal em crise do capitalismo burocrático como consequência da crise geral do imperialismo. Essa crise econômica, política, social soma-se a crise militar que caracteriza a situação revolucionária em desenvolvimento no Brasil. Como já mencionado no editorial da edição 198 “O conluio civil-militar repete o intento de fazer passar as Forças Armadas como verdadeiras vestais e fazer o povo esquecer da corrupção, entreguismo e desgoverno praticados pelo regime militar. Advogam ainda a desenxabida tese de que as instituições são boas, os políticos é que as achincalharam e, assim, o que se coloca é uma intervenção militar para efetuar uma assepsia nas instituições.”

O povo brasileiro não tem mais ilusão com o velho Estado e suas velhas instituições, as verborragias daqueles que defendem um Estado policialesco não encontra sua demagogia respaldada nas massas, pois o povo pobre sabe para quem esses pilantras trabalham: a serviço do latifúndio, da grande burguesia e do imperialismo. A única solução para os anseios das massas é uma Revolução de Nova Democracia que varrerá esses pilantras para fora com todo o monte de lixo que eles representam.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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