SP: Indígenas da aldeia Kuaray Oua, na terra Tenondé Porã, sofrem ataques

SP: Indígenas da aldeia Kuaray Oua, na terra Tenondé Porã, sofrem ataques

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Indígenas da terra Tenondé Porã, em Parelheiros (SP) enfrentam ataques de latifundiário. Foto: Pedro Biava

Indígenas da aldeia Kuaray Oua, na terra Tenondé Porã, em Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo, relatam constantes ameaças de morte de pistoleiros. Segundo a comunidade indígena os pistoleiros teriam sido contratados pelo latifundiário Cícero Ferreira, que alega ser proprietário da terra. A comunidade indígena denuncia ainda que as ameaças e violências se intensificaram no mês de dezembro e que homens vão até a área escoltados por agentes da Polícia Militar (PM).

O Território Indígena (TI) demarcado em 2016 possui 16 mil hectares dividido em 14 aldeias onde vivem aproximadamente 2,2 mil pessoas. No dia 18 de dezembro, homens escoltados por PMs foram até o local com um drone para filmar a área, alegando estarem cumprindo uma ordem judicial, mas os PMs se negaram a mostrar qualquer documento.

A comunidade indígena relata que já foram realizadas mais de cinco ações violentas por pistoleiros contratados pelo latifundiário Cícero. No dia 13/12, em duas caminhonetes, pistoleiros invadiram a comunidade realizando disparos de arma de fogo, destruíram moradias e roubaram madeiras que seriam utilizadas para construção de casas.

No mês de novembro os pistoleiros invadiram, destruíram e colocaram fogo na casa de uma família na aldeia, ameaçando-os de mortes, expulsando-os. Segundo os moradores, os pistoleiros ameaçaram que aconteceria a mesma coisa com os demais moradores naquelas terras, mas indígenas da aldeia Kuaray Oua, da TI Tenondé permanecem resistindo.

A grilagem

Cícero Ferreira teria comprado terreno do Sítio Colina Verde, de propriedade de João Peralto, área delimitada e declarada da TI Tenondé. Segundo indígenas, além das acusações da  compra ilegal e dos crimes cometidos contra a comunidade indígena, alegam que Cícero teria contratado homens para invadir a TI e extrair ilegalmente madeira da área.

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