SP: Repressão policial não intimida manifestações contra o aumento da tarifa

SP: Repressão policial não intimida manifestações contra o aumento da tarifa

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Fotos: Comitê de Apoio ao AND de São Paulo

A quarta manifestação contra o aumento da tarifa dos transportes em São Paulo tomou as ruas do centro da cidade no dia 23 de janeiro desafiando todo o aparato repressivo do governo Dória (PSDB).
 
Desde o dia 1° de janeiro, a tarifa dos ônibus do estado passou de R$4,30 para R$4,40, alteração esta que somada ao último aumento acumula uma alta de 10% nos últimos 12 meses.

O protesto teve início em frente ao terminal de ônibus D. Pedro II reunindo centenas de jovens e estudantes que marcharam até a Secretária de Transportes da cidade, onde denunciaram os cortes das linhas de ônibus.

Desde 2017 o número de linhas canceladas já passavam dos 160 e a previsão é que pelo menos mais 190 itinerários deixarão de existir no governo Dória (PSDB).

A Manifestação seguiu até a Secretária de Segurança onde repudiou o covarde ataque executado pela Polícia Militar no ato anterior, quando as forças de repressão atiraram bombas contra os jovens logo no início do protesto num flagrante ataque contra o direito de livre manifestação.  

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PM tenta acabar com protesto

No momento em que a manifestação atingiu o bairro da Liberdade, a Polícia Militar e seguranças do metrô, em uma atitude arbitrária, bloquearam o acesso à estação.

O clima de tensão gerado pela desproporcional quantidade de agentes da PM (BAEP, ROTA, Cavalaria e Tática), que desde o início protesto buscavam criar um cerco, não amedrontou os manifestantes que realizaram a queima de uma catraca no meio da avenida.

Já no final do ato, policiais iniciaram seus ataques contra os jovens, agredindo-os com cassetetes, atirando balas de borracha e bombas.

A população que acompanhava o protesto e os transeuntes que passavam no momento da agressão denunciaram os abusos cometidos: “Como que a polícia quer que a manifestação acabe se não deixam eles [manifestantes] irem para o metrô voltar pra suas casas?”, afirmou um senhor que passava no momento.
Moradores do prédio vizinho, localizado em frente ao metrô, também protestaram contra a truculência da PM gritando pelas janelas: “Covardes!”.

De acordo com o Movimento Passe Livre quatro pessoas foram presas. No dia 24/01 houve a audiência de custódia e dois deles já estão em liberdade, mas ainda seguem respondendo ao processo pela acusação de resistência e dano qualificado.

Todas essas situações servem para intimidar a população e criar uma situação de terror com o objetivo impedir a revolta popular, mas os manifestantes afirmaram que não vão parar e marcaram o próximo ato para o dia 30/01, em frente a Secretária de Segurança Pública às 17h afim de denunciar a violência policial.

Apoiadores divulgam AND

Membros do Comitê de Apoio ao AND de São Paulo estiveram presentes e realizaram uma brigada de distribuição de exemplares antigos no terminal D. Pedro II ainda durante a concentração da manifestação.

A divulgação do jornal muito foi bem recebida pelas pessoas que mostravam concordância com a linha editorial, denunciando os continuados ataques dos governos contra os direitos do povo, não só do fascista de extrema-direita Bolsonaro, mas também do PT que iludiu a população e não trouxe nenhuma solução útil, além das contrarreformas e pacotaços cortaram os direitos dos trabalhadores. 

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
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