60 anos de 1964

Ato Político em rechaço ao golpe militar ocorrerá em uma semana!

No próximo dia 25 de abril, o jornal A Nova Democracia estará realizando o Ato Político intitulado "Nem esquecer, nem apaziguar: condenar o golpe militar ontem e hoje".
Organizado pelo jornal A Nova Democracia, o Ato Político "Nem esquecer, nem apaziguar: condenar o golpe militar ontem e hoje", que ocorrerá no dia 25 de abril, no Rio de Janeiro, tem presenças confirmadas e lançamento de livro.
Os manifestantes denunciaram os crimes do regime militar que assassinou, torturou e executou milhares de brasileiros durante os 21 anos, além de ter aprofundado o processo de subjugação do País ao imperialismo com o aumento voraz da penetração do capital estrangeiro.
O marco do dia 1º de abril de 2024 não poderia deixar de expressar a condição do atraso nacional através das Forças Armadas, medula do velho Estado brasileiro e especialistas em contrarrevolução. Uma série de ações nas vésperas do golpe completar 60 anos do golpe que envolvem declarações, eventos e posicionamentos de generais reservistas demonstram que o golpismo de sempre segue sendo a diretriz dos militares.
Nas vésperas do golpe de 1964, a questão agrária era a mais urgente no Brasil. O movimento camponês sacudia o país proclamando por intermédio das Ligas Camponesas a exigência da “reforma agrária na lei ou na marra”, do fim da concentração de terras.
Em 28 de março de 1968, 56 anos atrás, o estudante secundarista Edson Luís de Lima Souto, de 18 anos, foi assassinado com um tiro à queima roupa no peito pela Polícia Militar (PM) no Restaurante Central dos Estudantes, o Calabouço, no centro do Rio de Janeiro.
Um levantamento inédito feito pelo Cimi mapeou a origem dos povos nativos aprisionados em Minas Gerais no Reformatório Krenak e Fazenda Guarani, campos de concentração e centros de tortura criados pela ditadura militar, regime fascista instaurado em 1º de abril de 1964.
Quando Luiz Inácio elege a política do apaziguamento para tratar com a crise militar, ele está permitindo que se restabeleçam todas as condições favoráveis para o Alto Comando militar voltar à ofensiva mais adiante.
Se o governo se sente tão acanhado para condenar formalmente o golpe de 60 anos atrás, como que irá combater de fato o golpismo dos dias atuais?