O artista gráfico e estudante da UFRJ foi denunciado com acusação de “discriminação étnico-religiosa” após exposição de cartazes em defesa da Resistência Nacional Palestina. A acusação criminal dá continuidade à ofensiva judicial iniciada pela Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj), denunciada por AND desde março de 2025
A censura ao Partisan e aos ativistas pela Palestina não são casos isolado, mas parte da perseguição aos anti-imperialistas perpetrada pelo velho Estado submisso aos interesses do lobby sionista no Brasil.
O canal Guerra Patriótica, do historiador João Claúdio Platenik Pitillo, foi retirado arbitrariamente da plataforma, em mais um ato de censura em torno de canais de cunho democrático e popular
O que se verifica é que o imperialismo ianque, ao mesmo tempo, em que intensifica sua política de reação em toda linha, não consegue conter suas próprias crises internas sem instaurar um regime de exceção cada vez mais aberto contra sua própria população. Sendo sua expressão política a cada vez maior concentração de poder no executivo, tal qual um presidencialismo absolutista.
Desde sua criação em 2016, a “Lei Antiterrorismo” tem sido alvo de sucessivos projetos de lei que buscam aprofundar a repressão e ampliar os mecanismos de vigilância estatal contra o povo e suas reivindicações.
O que aconteceu com a banda vem de um histórico, tanto no Brasil quanto globalmente, de uma série de censuras que têm sido impostas a todos aqueles que ousam defender publicamente a causa palestina.
Chavoso da USP foi processado por ter feito um vídeo contra o prefeito em meio a uma onda de greves e protestos dos trabalhadores contra o fechamento da empresa Proguaru.
A censura usa de uma velha tática de perseguidores de ativistas pró-Palestina de misturar o antissionismo com o antissemitismo, conforme diz uma nota publicada pelo Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo) em solidariedade ao estudante. “É a tática de gente que sabe o profundo repúdio que o colonialismo e sionismo tem engendrado em todo o mundo”, escreve o Cebraspo.