golpe
Frente Anti-imperialista participou das mobilizações contra o golpe de 1973 e o governo de José Antonio Kast; atividade em La Florida reuniu organizações populares e delegações internacionais da Liga Anti-imperialista Internacional.
Bandeira hasteada no 53º aniversario do golpe militar no chile, em La Serena (Foto: FAI Chile via Instagram)
Como se diz, para as classes dominantes, o crime de Bolsonaro foi “amar demais” o sistema de opressão e exploração, foi tentar salvá-lo de forma quixotesca, não importa a que custo. Sua condenação e prisão tornou-se imperativa para os interesses confluentes dos segmentos mais poderosos da reação.
De acordo com a denúncia, o grupo atuava em produzir “operações estratégicas de desinformação”, a fim de agitar a base de galinhas verdes e inflamá-la em torno de argumentos que iam desde o anticomunismo mais fanático até o ataques ao sistema eleitoral que, em 2018, foi responsável levar Jair Bolsonaro, líder dos golpistas, ao poder.
A Polícia Federal prendeu cinco indivíduos, incluindo quatro militares do Exército e um policial federal, por envolvimento em um plano golpista que visava assassinar o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes, em 2022. Batizada de "Contragolpe", a operação revelou documentos e mensagens que detalham o plano "Punhal Verde e Amarelo", liderado por militares ligados ao governo Bolsonaro. A investigação aponta que o grupo planejava criar uma crise institucional para instaurar uma ditadura militar com apoio de latifundiários e da direita militar.
Uma operação aprovada pelo STF atingiu generais, Bolsonaro e políticos alinhados ao ex-presidente. Apesar de aparentar “combater o golpismo”, o que o STF busca é a punição àqueles que ultrapassaram o limite aceito pela direita liberal ali representada, garantindo o seu bolsão de poder.