A preocupação seria a “perda da relação de cooperação” para manutenção de peças, suprimentos e treinamento, em meio a contratos bilionários já firmados com Washington.
A taxação é parte dos esforços de Trump para tentar distanciar o Brasil do imperialismo russo e do social-imperialismo chinês e aprofundar a dominação ianque da economia nacional, sobretudo depois da cúpula do Brics no Rio.
Sanções foram celebradas por membros da família Bolsonaro. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, submisso ao EUA, disse que o Brasil precisa acatar a anistia de Bolsonaro para acabar com as tarifas.
Enquanto isso, Eduardo Bolsonaro se declarou como 100% apoiador das tarifas e o governo de Luiz Inácio mantém o tom conciliatório com os ianques, sem uma firme resposta.
Parlamentares bolsonaristas começam agitação na Câmara enquanto informações na imprensa sinalizam uma nova paralisação de caminhoneiros. São agitações de Bolsonaro para beneficiar o próprio processo às custas da economia nacional e em benefício do imperialismo.
Massas tendem a enfrentar aumento do desemprego, alta da inflação e queda do poder de compra. Os impactos são tão graves por conta da subjugação da economia brasileira ao imperialismo.
Washington lançou uma investigação comercial com potencial punitivo contra o Brasil e Otan prometeu sanções de 100% ao Brasil por manter negócios com a Rússia.
Entre articulações diretas com Washington, tensões internas entre Eduardo Bolsonaro e Tarcísio de Freitas e disputas pelo protagonismo, emerge uma ofensiva política da extrema-direita que sacrifica a já combalida soberania nacional para salvar reputações e preservar poder e influência.