Trabalhador cadeirante ameaça explodir agência do INSS após ter salário cortado e benefício não liberado

Trabalhador cadeirante ameaça explodir agência do INSS após ter salário cortado e benefício não liberado

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Trabalhador revoltado e passando por dificuldades financeiras por não conseguir a liberação de seu salário, ameaça explodir agência do INSS. Foto: Reprodução.

Em uma ação desesperada, um trabalhador cadeirante entrou numa agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ameaçou explodir o prédio com bombas falsas amarradas em seu corpo. O caso aconteceu no dia 16 de março, na agência do INSS da avenida Goiás, na cidade de São Caetano do Sul, na região do ABC paulista, no estado de São Paulo.

O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi até o local para negociar com o trabalhador, que se entregou cerca de 1h depois do início das conversas, neste momento foi descoberto que as bombas que o homem carregava eram falsas. O prédio todo foi esvaziado e o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil também foram mobilizados.

Anderson Martins, de 52 anos, se aposentou há um ano e três meses, por invalidez. O trabalhador, que é diabético e cardíaco, precisou amputar as duas pernas em 2020, em decorrência das doenças. Anderson foi até a agência motivado pela angústia e de esperar a liberação de seu dinheiro. Ele ainda falou que a sua aposentadoria, que já foi cortada pela metade, não era liberada.

“Minha aposentadoria saiu e até agora não foi liberada. Cortaram meu salário pela metade e ainda assim não liberaram. Desde Janeiro de 2019 eu estou nessa situação. Eu quero deixar bem claro que eu não vim fazer mal pra ninguém, essa luta não é sozinha, tem um monte de gente assim”. Contou o homem em entrevista durante a ação ao portal Viva ABC. Segundo Anderson, ele tomou essa atitude para chamar atenção para a situação de miséria a qual os aposentados estão sendo submetidos no Brasil.

“Eu não quis prejudicar ninguém, não quis ferir ninguém. Tanto que o artefato não tinha nada, era um papelão. Não queria colocar a vida de ninguém em risco, só queria aparecer para alguém ver meu caso”, disse o homem, em entrevista a TV Bandeirantes.

Anderson, que trabalhava como técnico em refrigeração, disse que está passando por dificuldades financeiras e que depende de familiares para sobreviver e comprar remédios, já que não recebe salário há 2 anos: “Eu pego remédios aqui, mas muitos não têm na rede. Tem que ser comprado”, disse o trabalhador, que luta para conseguir seu benefício no valor de R$ 1.085.

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