Varavara Rao, importante democrata indiano, é preso!

Varavara Rao, importante democrata indiano, é preso!

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Em um absurdo caso de perseguição política, o poeta e escritor revolucionário, Varavara Rao, foi preso na cidade de Hyderabad, no estado de Telangana. A prisão política foi executada pela polícia de Pune que invadiu seu apartamento no dia 28 de agosto. Esse é o desfecho de uma maquinação movida pelo governo no objetivo imediato de calar as vozes democráticas que se levantam em defesa dos direitos do povo.

Equipes especiais da polícia de Pune, auxiliadas por suas contrapartes locais de Telangana, também invadiram o apartamento do jornalista K.V. Kurmanath – genro de Varavara Rao – e do fotógrafo T. Kranthi. A operação para encarcera-los iniciou-se às 7 horas da manhã, mobilizando duas equipes que revistaram os apartamentos. Os seus celulares também foram tomados.

Membros e ativistas democráticos vinculados a inúmeras entidades se concentraram próximo aos apartamentos onde estava sendo realizada a operação. Eles exibiam cartazes com consignas denunciando o caráter político da prisão. Um deles estampava: Estão tentando suprimir as vozes democráticas que questionam Modi!.

O escritor revolucionário foi levado ao hospital de Gandhi para fazer um exame geral e será apresentado na corte criminal de Nampally.

Maquinação e prisão política

Varavara Rao é, além de importante intelectual progressista, o atual presidente da Frente Democrática Revolucionária (FDR). Outro membro da FDR que está preso é o professor G.N. Saibaba, acusado de vínculos com o Partido Comunista da Índia (Maoista) sem, no entanto, qualquer indício razoável ou prova – o que expressa a sanha arquirreacionária do governo em encarcerar os democratas e revolucionários.

A maquinação para prender Varavara Rao ganhou impulso com a prisão do advogado popular e Secretário de Relações Públicas do Comitê de Defesa dos Presos Políticos, Rona Wilson. Segundo a polícia de Pune, no computador de Wilson teria sido apreendida uma carta seria assinada por “camarada M”, que seria um membro do Comitê Central do PCI (Maoista). Na carta, o tal dirigente cita Varavara Rao e vincula-o a um plano para executar Narendra Modi. A carta, no entanto, destoa em padrão e conteúdo de todos os documentos ou mensagens oriundas dos maoistas.

“Vocês da imprensa conhecem o estilo de comunicação dos maoístas. Até eu conheço, porque participei de conversas de paz. Alguém com bom senso acreditará que aquilo foi escrito pelo partido maoísta?”, disparou Varavara Rao, em entrevista à imprensa de junho, quando do aparecimento da carta fabricada. Na ocasião, o presidente da FRD alertou ainda que se iniciava ali uma ofensiva contra as forças populares desencadeada pelo governo Modi no objetivo de mudar o foco do país para salvar alguns acusados de organizações de extrema direita que atacam pessoas dalits e das castas inferiores – crimes de milícias e grupos fascistas contra as massas oprimidas.

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