Venezuela: 12 operários mortos em desabamento de mina de ouro

Operários morreram em mina no Arco Mineiro do Orinoco, região onde há alta concentração de minas regulares e irregulares incentivadas pelo velho Estado venezuelano

Venezuela: 12 operários mortos em desabamento de mina de ouro

Operários morreram em mina no Arco Mineiro do Orinoco, região onde há alta concentração de minas regulares e irregulares incentivadas pelo velho Estado venezuelano
Print Friendly, PDF & Email

Ao menos 12 mineiros morreram na inundação de uma mina de ouro em El Callao, no estado venezuelano de Bolívar. A inundação ocorreu no dia 31 de maio, mas corpos continuavam a ser encontrados ainda no dia 4 de junho. As buscas por sobreviventes ou mortos ainda seguem na região. O estado de Callao fica na zona do Arco Mineiro do Orinoco, região onde há alta concentração de minas regulares e irregulares que operam sob consentimento e incentivo do velho Estado venezuelano e que impõe péssimas condições de trabalho aos garimpeiros e demais operários que trabalham nas minas locais.  

A inundação ocorreu após fortes chuvas atingirem o estado de Bolívar e abarrotarem o rudimentar sistema de túneis das minas Isidora e Talavera. Os garimpeiros foram impedidos de sair pela entrada da água e morreram submergidos ou esmagados nos profundos caminhos subterrâneos das minas. A autópsia nos mineiros encontrados revelou que a principal causa da morte foi insuficiência respiratória.

Os túneis de muitas dessas minas são muitas vezes abertos pelos próprios mineiros e garimpeiros, que são forçados a trabalhar nas péssimas condições de trabalho impostas pelas mineradoras e pelo velho Estado venezuelano. Sem condições para construir estruturas seguras, esses trabalhadores labutam cotidianamente nos frágeis caminhos subterrâneos para extrair os minérios explorados pelos monopólios imperialistas ou estatais do país. 

Leia também: Peru: Explosão em mina de ouro deixa 27 operários mortos

A zona do Arco Mineiro do Orinoco foi projetada pelo governo de Nicolás Maduro em 2016 para impulsionar a exploração mineral na região. Desde então, diversas minas regulares e irregulares se instalaram na região para explorar o povo e as riquezas naturais do país à serviço da grande burguesia local e do imperialismo, principalmente russo.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.
Agora, mais do que nunca, AND precisa do seu apoio. Assine o nosso Catarse, de acordo com sua possibilidade, e receba em troca recompensas e vantagens exclusivas.

Quero apoiar mensalmente!

Temas relacionados:

Matérias recentes: