PA: Dirigente Camponês da retomada da Fazenda Santa Lúcia em Pau D’Arco é assassinado

PA: Dirigente Camponês da retomada da Fazenda Santa Lúcia em Pau D’Arco é assassinado

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Na noite do dia 07 de julho mais um camponês foi morto na luta pelas terras do latifúndio Santa Lúcia, em Pau D’Arco, Sul do Pará. Quase um mês e meio após a bárbara Chacina de Pau D’Arco, Rosenildo, de 44 anos, dirigente camponês do acampamento da retomada da Fazenda Santa Lúcia, foi morto com três tiros na cabeça por volta das 22h da última sexta-feira (07/07).

Após a Chacina que chocou o país e o mundo – promovida por policiais da Delegacia especializada em conflitos agrários juntamente com pistoleiros de “empresa de segurança” da região – e que assassinou 10 camponeses em 24 de maio, os familiares das vítimas e mais dezenas de outras famílias reocuparam, em 13 de junho, as terras de Santa Lúcia com o apoio da Liga dos Camponeses Pobres.

Rosenildo, conhecido por todos de Negro, era uma liderança camponesa da comissão que coordenava o acampamento após a retomada e continuava lutando pelo direito à terra.

Conforme informações preliminares enviadas a Redação de AND, Rosenildo e outros três dirigentes do acampamento estavam ameaçados de morte. Após receber a informação sobre a ameaça, Rosenildo se deslocou para a cidade de Rio Maria, a 61km de distância do município de Pau D’Arco, para passar o fim de semana fora do acampamento. Em Rio Maria, Rosenildo se reuniria com a Liga dos Camponeses Pobres do Sul do Pará, que tem prestado ativo apoio aos camponeses da região, para decidir que medidas iriam tomar contra as perseguições e ameaças do latifúndio.

O camponês foi assassinado com três disparos de arma de fogo na cabeça por volta das 22 horas. No dia anterior, veículos suspeitos passaram próximo ao acampamento à procura de Rosenildo.

Ainda segundo informações da Liga dos Camponeses Pobres do Sul do Pará, Rosenildo havia feito diversas denúncias das perseguições contra o acampamento e das frequentes rondas intimidatórias de pistoleiros e da polícia da região.

Organizações e movimentos populares já estão se mobilizando para exigir uma ação urgente do Estado sobre o caso.

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