Visagens e assombrações: Cortejo Visagento resiste com o folclore brasileiro em Belém

Visagens e assombrações: Cortejo Visagento resiste com o folclore brasileiro em Belém

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Foto: Espaço Cultural Nossa Biblioteca

Na noite do último 31 de outubro, dia nacional do Saci Pererê, foi realizado, em Belém, capital do Pará, o 2º Cortejo Visagento, que teve início no Cemitério de Santa Izabel, no bairro do Guamá. O evento deste ano homenageou o escritor Walcyr Monteiro, autor de Visagens e Assombrações de Belém.

O cortejo, que foi organizado pelo Espaço Cultural Nossa Biblioteca, junto com a escola pública Barão do Igarapé Miri, passou pela avenida José Bonifácio, rua Silva Castro, travessa Liberato de Castro, passagem Sururina, travessas Barão de Igarapé Miri e Barão de Mamoré. Segundo os organizadores, o Cortejo foi “uma prática da Cultura Popular que visa resgatar e valorizar o folclore, o imaginário da Amazônia presente em Belém e no bairro do Guamá em séculos passados”.

Um membro do Comitê de Apoio ao jornal A Nova Democracia em Belém nos enviou o seguinte relato das atividades:

“Recebemos o convite e participamos do evento Cortejo Visagento no bairro proletário Guamá, o maior e mais populoso bairro de Belém. O evento é uma resposta ao dia das bruxas, pois é baseado nas lendas do povo.

A concentração foi no cemitério Santa Isabel, no Guamá. Estava a ‘Matinta Perera’, a ‘Cobra Grande’ e outros personagens das lendas amazônicas. Foi um ato de resistência cultural que partiu do cemitério até a escola do bairro. A ‘Morte’ fez muito sucesso, pois estava com um cartaz do Sr. Jair Messias com a palavra PROCURADO. Havia também uma criatura vestida de preto com chifres e a faixa presidencial muito procurada.

Participaram muitos jovens adolescentes (estes manipulavam a ‘Cobra Grande’), trabalhadores, estudantes, professores e pessoas das massas profundas. Também marcaram presença intelectuais, artistas e escritores, com os quais fizemos contato.”

Foto: Fabrício Rocha

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