Viva os 204 anos do nascimento de Karl Marx!

Viva os 204 anos do nascimento de Karl Marx!

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Por ocasião do natalício do grande Karl Marx celebrado neste 5 de maio de 2022, republicamos em nosso portal a seguinte matéria publicada originalmente na edição nº 105 de AND (1ª quinzena de maio de 2013).

Datas memoráveis do proletariado – 5 de maio

Nota da redação do AND

Karl Heinrich Marx nasceu em Tréveris, Alemanha, em 5 de maio de 1818.

Ele foi um genial pensador e dirigente do proletariado mundial. Foi o artífice da ciência que trata das leis gerais que regem o desenvolvimento da natureza, da sociedade e do pensamento humano – o materialismo dialético e o materialismo histórico.

Marx demonstrou de maneira científica que a destruição do capitalismo e o triunfo da sociedade comunista são inevitáveis e, junto de seu camarada Friedrich Engels, apontou que o caminho que conduz à sociedade socialista é o da revolução proletária e da ditadura do proletariado.

A doutrina de Marx é a ciência da transformação do mundo pela via revolucionária. Essa ciência ensinou ao proletariado que, para alcançar seus fins, ele deve destruir de forma violenta a velha ordem existente, e que isso só pode ser alcançado se organizar seu próprio partido revolucionário.

Aplicada de forma criadora na Revolução de Outubro, na Rússia, em 1917, a doutrina de Marx se desenvolveu em nova etapa, o leninismo, defendido e aplicado na construção do primeiro Estado socialista da história por Stalin até o ano de 1954.

Com a Revolução Chinesa, dirigida por Mao Tsetung, a ditadura do proletariado atingiu seu patamar mais avançado com a Grande Revolução Cultural Proletária e o marxismo foi elevado a uma nova e superior etapa, sendo desenvolvido em suas três partes constitutivas: Filosofia, Economia Política e Socialismo Científico, devenindo-se em marxismo-leninismo-maoísmo.

Na ocasião dos 195 anos do nascimento de Karl Marx, publicamos trechos que mostram como Friedrich Engels, Vladimir Ilich Lenin, Josef Stalin e Mao Tsetung viam Marx e sua doutrina.

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Pintura de Friedrich Engels e Karl Marx. Foto: Banco de Dados AND

“Seja-me permitido aqui um pequeno comentário pessoal. Ultimamente, tem-se aludido, com frequência, à minha participação nessa teoria;  não posso, pois, deixar de dizer aqui algumas palavras para esclarecer este assunto. Que tive certa participação independente na fundamentação e sobretudo na elaboração da teoria, antes e durante os quarenta anos de minha colaboração com Marx, é coisa que eu mesmo não posso negar. A parte mais considerável das ideias diretrizes principais, particularmente no terreno econômico e histórico, e especialmente sua formulação nítida e definitiva, cabem, porém, a Marx. A contribuição que eu trouxe – com exceção, quando muito, de alguns ramos especializados –  Marx também teria podido trazê-la, mesmo sem mim. Em compensação, eu jamais teria feito o que Marx conseguiu fazer. Marx tinha mais envergadura e via mais longe, mais ampla e mais rapidamente que todos nós. Marx era um gênio;  nós, no máximo, homens de talento. Sem ele, a teoria estaria hoje muito longe de ser o que é. Por isso, ela tem, legitimamente, seu nome.”

Nota de Engels da sua obra Ludwig Feuerbach e o Fim da Filosofia Clássica Alemã, 1886.

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Vladimir Ilitch Lenin e Josef Stalin. Foto: Banco de Dados AND

“O marxismo é o sistema das idéias e da doutrina de Marx. Marx continuou e desenvolveu plena e genialmente as três principais correntes ideológicas do século XIX, nos três países mais avançados da humanidade: a filosofia clássica alemã, a economia política clássica inglesa e o socialismo francês, em ligação com as doutrinas revolucionárias francesas em geral. O caráter notavelmente coerente e integral das suas idéias, reconhecido pelos próprios adversários – e que, no seu conjunto, constituem o materialismo moderno e o socialismo científico moderno como teoria e programa do movimento operário de todos os países civilizados.

LeninKarl Marx, obras escolhidas, tomo I, editorial “Avante!”

“Em muitas memórias se indica que Stalin sempre era visto entre os livros. Ele se consagrava por inteiro ao trabalho de enriquecer seus conhecimentos aproveitando para isso cada hora livre e, com frequência, noites inteiras. Em suas recordações, os camaradas sublinhavam que Stalin relia os livros várias vezes fazendo anotações e extratos das leituras. Assim, tendo estudado O Capital de Marx quando se encontrava no seminário, Stalin voltou a estudá-lo repetidas vezes, a resumi-lo. Em 1910, ao ser preso, lhe foi tomada uma caderneta com notas de O Capital e outras obras de Marx. Como Lenin, também Stalin se aconselhava frequentemente com Marx.”

‘Como estudava Stalin’, do livro de M. Glasser: Como estudavam Marx, Engels e seus discípulos.

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Mao Tsetung. Foto: Banco de Dados AND

“Queremos forjar uma nova cultura da nação chinesa, porém que tipo de cultura deve ser esta?

Uma cultura dada (como forma ideológica) é o reflexo da política e da economia de uma determinada sociedade e, por sua vez, influi e atua em grande medida sobre estas; a economia é a base, e a política, a expressão concentrada da economia. Este é o nosso ponto de vista fundamental sobre a relação entre a cultura, por um lado, e a política e a economia, por outro, e sobre a relação entre política e a economia. Deste modo, são primeiro a política e a economia de uma dada formação social o que determina a cultura dessa mesma formação, e só depois esta cultura influi e atua sobre aquelas. Marx diz: “Não é a consciência dos homens o que determina seu ser, e sim, pelo contrário, seu ser social é o que determina sua consciência”. E disse além disso: “Os filósofos não fizeram mais que interpretar o mundo de diversos modos, porém do que se trata é de transformá-lo“. Esta formulação científica, pela primeira vez na história humana, resolveu corretamente o problema da relação entre a consciência e o ser, e constitui a tese básica da dinâmica e revolucionária teoria do reflexo, tão profundamente desenvolvida mais tarde por Lenin. Não devemos esquecer esta tese básica ao discutir os problemas culturais da China.”

Mao Tsetung, Sobre a Nova Democracia, 1940.

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