Organizado pelo AND, Ato Político contra golpismo e conciliação terá presença de notórios democratas e progressistas

O Ato Político tomará a forma de uma mesa e intervenções de notórias personagens, como intelectuais progressistas, jornalistas e veículos de imprensa democráticos, militantes familiares de vítimas da repressão durante o regime militar fascista e outras forças políticas.

Organizado pelo AND, Ato Político contra golpismo e conciliação terá presença de notórios democratas e progressistas

O Ato Político tomará a forma de uma mesa e intervenções de notórias personagens, como intelectuais progressistas, jornalistas e veículos de imprensa democráticos, militantes familiares de vítimas da repressão durante o regime militar fascista e outras forças políticas.
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Organizado pelo jornal A Nova Democracia, o Ato Político “Nem esquecer, nem apaziguar: condenar o golpe militar ontem e hoje”, que ocorrerá no dia 25 de abril, no Rio de Janeiro, tem presenças confirmadas e lançamento de livro.

O Ato Político ocorrerá no Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais – IFCS/UFRJ, às 17h30, e tomará a forma de uma mesa e intervenções de notórias personagens, como intelectuais progressistas, jornalistas e veículos de imprensa democráticos, militantes familiares de vítimas da repressão durante o regime militar fascista e outras forças políticas.

O evento ainda está em fase inicial de mobilização, e mesmo assim, já tem confirmados Vladimir Safatle, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP); João Carvalho, historiador pela Universidade Federal de Minas Gerais com formação complementar em Letras Clássicas e Mestrado em História Social pela Universidade de São Paulo (USP – FFLCH), e membro do Conselho Editorial de AND; Ana Paula Goulart Ribeiro, jornalista e professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Tatiana Merlino, jornalista e fundadora da Agência Pública e da Ponte Jornalismo e sobrinha do jornalista Luiz Eduardo Merlino vitimado pelo regime militar fascista; Sônia Haas, ativista progressista, irmã do desaparecido político e guerrilheiro no Araguaia João Carlos Haas Sobrinho; Pedro Marín, jornalista e Editor-chefe da Revista Opera; Leo Alves, neto do militante revolucionário Mário Alves, morto pelo regime militar fascista; Siro Darlan, desembargador aposentado, membro da Associação Juízes pela Democracia (AJD), do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo) e do Conselho Editorial do AND; os grupos Tortura Nunca Mais e Mães de manguinhos, assim como o Sindicato dos Trabalhadores da Construção de BH – STIC – BH e a Liga dos Camponeses Pobres (LCP).  Na apresentação cultural, estará Vino Fragoso, que é ator, diretor, produtor cultural e Cenógrafo, que interpretará um trecho do livro ‘Resistir é Preciso’ de Alípio de Freitas. O objetivo do ato é remarcar uma vez mais o rechaço e condenação ao golpismo, quer seja aquele consumado em 1964, quer seja este que, agora, granjeia livremente na caserna e na sociedade; assim como demarcar com a conciliação e o apaziguamento que apenas alimentam os golpistas.

O ato político também coroará o lançamento da mais nova edição do livro Resistir é preciso, da lavra do grande e histórico militante revolucionário e genuíno democrata Alípio de Freitas – que ostentou, desde 2010, o título de membro do Conselho Editorial do jornal AND, além de Presidente de Honra das Ligas de Camponeses Pobres (LCP).

Confira aqui o cartaz para impressão e divulgação do evento!

Sobre o significado político do ato

No Manifesto do ato, o AND afirma: “É urgente que empreendamos sério combate ao golpismo, condenando os 60 anos do golpe militar de 1964 e o golpismo ainda hoje”. “Aqueles acontecimentos não são um trauma a ser esquecido. Pretender esquecê-lo, como defenderam o presidente da república Luiz Inácio e o general ultradireitista Hamilton Mourão, obviamente concorre para a sua repetição. Afinal, não é uma ferida cicatrizada: como o 8 de janeiro demonstrou, a ferida ainda está aberta e sem o tratamento adequado. Ainda hoje, tanto quanto na década de 1960, as ervas daninhas do golpismo crescem por todos os corredores e saletas de reuniões na caserna”.

O texto aponta ainda que “se repetirem a mesma política de apaziguamento vigorante desde 1988, os genuínos democratas, progressistas e revolucionários contratarão uma nova crise militar, que por se apoiar em uma base irresolvida, será mais grave e perigosa”.

“Como parte de combater a política do apaziguamento (apenas uma forma de acovardar-se), exigimos que seja reinstalada a Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos pelo governo de turno, por se tratar de uma demanda sentida dos familiares e de importância sem igual para trazer ao debate político nacional os horrores fascistas do regime militar. Se faz necessário defender as liberdades democráticas, já tão parcas e sob ataques permanentes, através da urgente mobilização”, completa o Manifesto.

Leia aqui o manifesto completo do ato político.

Sobre o lançamento de ‘Resistir é preciso’

Alípio, jornalista de profissão, foi um histórico militante revolucionário, tendo tomado parte das Ligas Camponesas, da Ação Popular (AP) e do PRT (Partido Revolucionário dos Trabalhadores). Preso, foi torturado e resistiu às sevícias, triunfando sobre seus algozes e relatando esses acontecimentos no livro “Resistir é preciso”. Alípio foi ainda membro do Conselho Editorial de AND (In memoriam) e Presidente de Honra das Ligas de Camponeses Pobres (LCP).

Garanta seu exemplar do livro em prevendaslojadoand.com.br com preço especial de lançamento. Envios a partir de 25/04.

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