A trajetória de Evangelista Araújo Costa revela o funcionamento da violência reacionária que acompanha a expansão do latifúndio agroexportador no MATOPIBA: grilagem de terras, expulsão de comunidades camponesas e uma estrutura paramilitar armada, com participação de agentes do velho Estado, a serviço dos latifundiários.
Realizado durante cinco dias na Universidade Federal do Maranhão, o 43º ENEPe colocou no centro do debate a intervenção do Banco Mundial na educação brasileira, as contrarreformas da formação docente e o papel dos estudantes na defesa do ensino público, gratuito e científico.
Milhares de camponeses posseiros vêm elevando seu nível de resistência e organização, especialmente a partir da fundação da União das Comunidades em Luta - UCL.
Em números de conflito agrário, o pódio é ocupado por Maranhão em primeiro lugar, Pará em segundo, com 243 registros de conflito, e Bahia em terceiro, com 135 registros de conflito.
No contexto atual, a tendência é de intensificação dos conflitos pela terra, acompanhada pelo recrudescimento da resistência. Enquanto isso, comunidades tradicionais de camponeses perseveram na defesa do direito a tomar todas as terras do latifúndio.
Segundo os organizadores, o objetivo do ato foi fortalecer a unidade entre estudantes e trabalhadores e reafirmar uma posição política anti-imperialista diante do cenário internacional.
Os políticos reacionários do município afirmam que “não existe quilombola em Paulino Neves”, e contestam a validade da certificação emitida pela Fundação Palmares, chegando a afirmar que o documento teria sido “forjado”.
Com a repercussão do ato, os estudantes afirmam que novas mobilizações devem ocorrer nos próximos meses em apoio à Liga dos Camponeses Pobres e pela libertação de Lenir Corrêa.