Editorial

Editorial – Ensaios de uma nova e maior crise política

Independente dos desdobramentos da acusação, a bomba cai sobre o governo, já fragilizado pelo inalterado estado de encarecimento geral no custo de vida para as massas de trabalhadores e pequenos proprietários e pela atitude covarde ante a greve dos professores e técnico-administrativos da Educação pública superior federal.
Falsa esquerda social-democrata fracassa e retórica disruptiva da extrema-direita explora o chauvinismo nacionalista reacionário e toda sorte de preconceitos repulsivos para tentar desviar as massas das contradições de classe e da solução através da revolução proletária.
Pouco importa a intenção dos políticos, pois só podem cumprir a função de administradores da opressão e exploração do povo e da Nação, para logo em seguida, serem substituídos por outros, mais alinhados aos interesses dos “poderosos”.
Aos profissionais da Educação em greve devem se somar com a máxima força as massas de estudantes, além dos demais trabalhadores, adotando a tática mais avançada na luta contra o sucateamento e a privatização: a greve de ocupação.
A crise geral de decomposição sem precedentes do imperialismo, sendo seu epicentro o imperialismo ianque, persiste acidentando sua própria ineludível rota à tumba escura da História: questão de tempo.
Não há dúvidas de que as massas populares devem arrancar seus direitos pela força de sua mobilização. A espera passiva pelos prometidos “decretos”, “medidas” e “reformas” de governos resulta sempre em não haver nenhuma mudança, e no fortalecimento, pela frustração, da extrema-direita no seio das massas empobrecidas.
Não há nenhuma dúvida, portanto, que os trabalhadores, comerciantes e as massas populares atingidas pelo crime premeditado das enchentes devem arrancar ao máximo para suas necessidades dos governos de turnos, sedentos por ficarem “bem na foto”.
Às massas populares, no Rio Grande do Sul, urge organizar imediatamente, por comitês nos bairros, vilas e unidades de estudo e trabalho, comitês de solidariedade para a ajuda mútua e para a reconstrução.
Não restam dúvidas de que os insucessos do governo, por sua política de conciliação, são tão inevitáveis quanto o aumento, na sua esteira, do poder de Arthur Lira, assim como o crescimento da extrema-direita bolsonarista e do frenesi golpista na caserna