Partido dos Trabalhadores (PT)

Editorial – Uma vez mais, a direita governa

Estamos diante de um governo de direita, conformado por uma coalizão de reacionários direitistas e de oportunistas da falsa esquerda ou esquerda burguesa que, pintando-se com as cores da luta popular, não se importam em ser peões no tabuleiro do latifúndio, do imperialismo, principalmente ianque, e da grande burguesia.
De fato, não é um princípio do PT o combate estratégico aos grupos paramilitares. Porém, neste campo não pode haver meio-termo: combater os grupos paramilitares deve ser pressuposto de todo aquele que se diz de esquerda.
Acovardado diante dos generais das Forças Armadas, o presidente Luiz Inácio deu uma orientação direcionada a seus ministérios: paralisar toda e qualquer iniciativa que trate dos do golpe militar de 1º de abril de 1964, que neste ano completará 60 anos.
PL de Lula desagradou trabalhadores que se mobilizam há mais de 9 anos por direitos e agradou empresas como Uber e sindicatos patronais.
A aprovação ao governo de Luiz Inácio diminuiu. Contribuiu para isso tanto a covardia do mandatário frente às mobilizações bolsonaristas como também a percepção do povo de que a economia está piorando.
Trabalhadores de aplicativos: Continuando exploração, Projeto de Lula busca institucionalizar novas modalidades de exploração.
Com apoio do PT, Bancada evangélica se reforça ampliando privilégios. Lula dificilmente diminuirá sua rejeição entre os evangélicos, enquanto certamente fortalecerá gente como Silas Malafaia.
A marcha batida do governo de Luiz Inácio aos braços do centrão e dos militares reacionários tem gerado críticas até mesmo dos próprios integrantes da sigla.
No dia 8 de novembro, o Senado aprovou por 53 votos contra 24 a Reforma Tributária. O líder governista no Senado, Jaques Wagner (PT), disse que Luiz Inácio concordou que, em troca do voto do “Centrão” ao projeto, se votasse no mais breve a derrubada dos vetos presidenciais ao Marco Temporal.