Situação Política

A única certeza: a próxima crise será maior

Jornalões reacionários recomendam cautela frente à crise envolvendo Bolsonaro e militares. Este é um sinal da falta de unidade sobre o que fazer com o elefante na sala: as Forças Armadas conspirando abertamente por um golpe militar com ministros de Estado.
Os operários, camponeses e progressistas devem se libertar da camisa de força da chantagem paralisante de que “sem Lula é pior” e da miséria ideológica com que o oportunismo os entorpecem, segundo a qual há que dar sustentação política a este governo e encobrir sua natureza de governo de direita
Uma operação aprovada pelo STF atingiu generais, Bolsonaro e políticos alinhados ao ex-presidente. Apesar de aparentar “combater o golpismo”, o que o STF busca é a punição àqueles que ultrapassaram o limite aceito pela direita liberal ali representada, garantindo o seu bolsão de poder.
Temos dito e não custa recalcar: a tendência da fascistização e reacionarização do Estado em todos aspectos da vida é uma lei da democracia burguesa – tanto mais quando ela é apenas um simulacro mal-acabado, preenchida pelos costumes da passada escravidão e da servidão ainda existente.
Governo destinará mais R$ 6 bilhões ao latifúndio na forma de linhas de crédito. O valor é cerca de R$ 3,2 bilhões acima do orçamento destinado ao Incra em 2024.
Apenas a luta radical, sem nenhuma ilusão com os acordos, pode garantir os direitos do povo, em especial, o direito à terra para quem nela vive e trabalha.
Software israelense FirstMile, alvo de escândalo na Abin, também foi adquirido pelo Exército, que, questionado em 2019, dizia não ter acesso à ferramenta que já utilizava
Em que pese todas as mudanças nas estruturas de governo, do nível municipal ao federal, com a “alternância de poder” entre todas as siglas do Partido Único, há uma coisa intocada: a lógica da repressão.