A ofensiva bolsonarista ameaça aprofundar a submissão do País ao imperialismo ianque e os ataques às liberdades democráticas. No A Propósito #375, diretor-geral de AND aponta a luta por direitos e a Revolução Agrária como bases da resistência e desmascara o oportunismo que frustra e desmobiliza as massas, favorecendo a reação.
Em 2026, o próprio imperialismo ianque dispensou cerimônias: ataques militares a países vizinhos, sanção econômica ao País e fechamento da Embaixada e consulados às vésperas das eleições, tudo para manipular a opinião pública a crer que o “menos pior” é Flávio Bolsonaro.
A extrema direita conseguiu ampliar sua penetração também entre parcelas das massas trabalhadoras e pobres, precisamente durante um governo que se apresentou como representante dessas mesmas massas.
O programa A Propósito #374 acompanhou a apuração do primeiro turno e debateu o crescente afastamento das massas da velha democracia, a ingerência ianque e o avanço bolsonarista. Com a totalização concluída, cálculo ampliado de AND chegou a um boicote de 51,88 milhões de pessoas – quase a votação individual de cada candidato que passou ao segundo turno.
A falsa esquerda, hasteando bandeiras vermelhas e governando com a direita, fortalece politicamente a extrema direita. A culpa não é das abstenções, senhoras e senhores, mas do próprio oportunismo.
A crise é exposta, administrada e convertida em instrumento de recomposição do poder. O que se apresenta como escândalo excepcional pode cumprir uma função ordinária na vida do velho Estado: renovar os termos de sua legitimidade sem modificar as relações fundamentais que o sustentam.
Trata-se de uma demonstração prática de que a podridão é multi-institucional, suprapartidária, da extrema direita à falsa esquerda. Afinal, Vorcaro encontrava portas abertas em diferentes partidos e instituições porque o grande capital não está submetido às fronteiras eleitorais com que seus representantes dividem o povo.
Esgotada a via da intervenção militar passo a passo, o ACFA prepara seu “Plano B”: ampliar o emprego das Forças Armadas reacionárias na guerra contrassubversiva sob a bandeira do “narcoterrorismo”.
No A Propósito #371, diretor-geral de AND afirmou que as contradições entre o governo de Luiz Inácio e Washington não representam uma ruptura com o imperialismo, mas uma barganha pela parcela destinada à grande burguesia na pilhagem do País.
O programa A Propósito #372 partiu do problema de Ceuta para discutir como guerras, pilhagem imperialista e miséria expulsam massas das nações oprimidas, enquanto milhões de imigrantes engrossam as fileiras mais superexploradas do proletariado, submetidos a salários menores e alvo de crescente repressão.