Situação Política
A ofensiva bolsonarista ameaça aprofundar a submissão do País ao imperialismo ianque e os ataques às liberdades democráticas. No A Propósito #375, diretor-geral de AND aponta a luta por direitos e a Revolução Agrária como bases da resistência e desmascara o oportunismo que frustra e desmobiliza as massas, favorecendo a reação.
Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, expoentes da extrema direita que ameaça a soberania nacional e as liberdades democráticas. (Foto: Sam Pancher/Metrópoles)
Em 2026, o próprio imperialismo ianque dispensou cerimônias: ataques militares a países vizinhos, sanção econômica ao País e fechamento da Embaixada e consulados às vésperas das eleições, tudo para manipular a opinião pública a crer que o “menos pior” é Flávio Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro em encontro com o canibal Donald Trump na Casa Branca, em 26 de maio de 2026. (Foto: Reprodução/X/Eduardo Bolsonaro)
A extrema direita conseguiu ampliar sua penetração também entre parcelas das massas trabalhadoras e pobres, precisamente durante um governo que se apresentou como representante dessas mesmas massas.
Santinhos de candidatos na saída do metrô Jardim Oceânico, na Rocinha, durante o primeiro turno. A redução da abstenção em áreas populares não significou, necessariamente, maior votação no PT: em vários locais analisados, o movimento foi acompanhado pelo avanço bolsonarista. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
O programa A Propósito #374 acompanhou a apuração do primeiro turno e debateu o crescente afastamento das massas da velha democracia, a ingerência ianque e o avanço bolsonarista. Com a totalização concluída, cálculo ampliado de AND chegou a um boicote de 51,88 milhões de pessoas – quase a votação individual de cada candidato que passou ao segundo turno.
Agitação pelo boicote à farsa eleitoral na Praça da Liberdade, em São Paulo, levanta a consigna “Eleição não! Revolução sim!” e convoca o povo à organização e à luta revolucionária. (Foto: Banco de dados/AND)
A falsa esquerda, hasteando bandeiras vermelhas e governando com a direita, fortalece politicamente a extrema direita. A culpa não é das abstenções, senhoras e senhores, mas do próprio oportunismo.
O oportunismo como antessala do fascismo: ao desmobilizar as massas e frustrar suas aspirações, a falsa esquerda abre caminho para o avanço da extrema direita. (Arte: AND)
A crise é exposta, administrada e convertida em instrumento de recomposição do poder. O que se apresenta como escândalo excepcional pode cumprir uma função ordinária na vida do velho Estado: renovar os termos de sua legitimidade sem modificar as relações fundamentais que o sustentam.
Daniel Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante festa em Londres, em abril de 2024. A fotografia foi encontrada pela PF no celular do ex-banqueiro. (Foto: Reprodução/PF)
Trata-se de uma demonstração prática de que a podridão é multi-institucional, suprapartidária, da extrema direita à falsa esquerda. Afinal, Vorcaro encontrava portas abertas em diferentes partidos e instituições porque o grande capital não está submetido às fronteiras eleitorais com que seus representantes dividem o povo.
Escárnio: ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Edson Fachin (de costas) riem durante sessão do STF, em meio à crise sem precedentes de legitimidade das velhas instituições. (Foto: Brenno Carvalho/O Globo)
Esgotada a via da intervenção militar passo a passo, o ACFA prepara seu “Plano B”: ampliar o emprego das Forças Armadas reacionárias na guerra contrassubversiva sob a bandeira do “narcoterrorismo”.
Luiz Inácio passa em revista a cúpula militar no “Dia do Soldado”, em Brasília, em 25 de agosto. Ao lado, Tomás Paiva ensaia “profissionalismo” e “apartidarismo”, enquanto o ACFA busca limpar sua imagem golpista e preparar novo protagonismo sob a guerra ao “narcoterrorismo”. (Foto: Ricardo Stuckert/Reprodução)
No A Propósito #371, diretor-geral de AND afirmou que as contradições entre o governo de Luiz Inácio e Washington não representam uma ruptura com o imperialismo, mas uma barganha pela parcela destinada à grande burguesia na pilhagem do País.
Foto: Agência Brasil
O programa A Propósito #372 partiu do problema de Ceuta para discutir como guerras, pilhagem imperialista e miséria expulsam massas das nações oprimidas, enquanto milhões de imigrantes engrossam as fileiras mais superexploradas do proletariado, submetidos a salários menores e alvo de crescente repressão.
Imigrantes retornam ao Marrocos após atravessarem a fronteira do enclave espanhol de Ceuta, em 31 de julho de 2026. A travessia em massa expôs a combinação entre miséria, ausência de perspectivas e repressão nas fronteiras europeias. (Foto: Antonio Sempere/AP/Reprodução)