Luta Pela Terra

Ocupações do Abril Vermelho exigem terras em ao menos 14 estados

As mobilizações foram registradas em 14 estados e já mobilizaram mais de 20 mil famílias, de acordo com o MST. Governo tentou desmobilizar ocupações com novo programa, mas movimentos taxam iniciativa de insuficiente.
Segundo os camponeses, 27 carros, tratores agrícolas e drones foram usados no cerco contra as mais de 200 famílias que estavam no acampamento. 
Duas mortes ocorreram em Monte Castelo, no Norte de Santa Catarina, no dia 08/04 e duas em Mato Queimado, no Noroeste do Rio Grande do Sul, no dia 15/04.
A visita de Luiz Inácio foi marcada pelos acenos ao latifúndio: posou com o governador pró-latifúndio Eduardo Riedel (PSDB), elogiou a empresa latifundiária JBS e prometeu “carne de qualidade” para a China.
Luiz Inácio posou ao lado de governador latifundista, Eduardo Riedel. Foto: Saul Schramm/Governo de MS
Ações covardes do latifúndio afetaram plantações de camponeses, por meio da pulverização de agrotóxicos feitos por aviões e drones, com imagens capturadas em flagrante.
O grupo de indígenas foi visto pela primeira vez na floresta há pouco tempo, dezembro passado, e em seguida por dois trabalhadores que estavam construindo um curral perto do rio São Miguel. Os índios, todos homens adultos e portando “arcos e flechas bem grandes” estavam nus e tinham adornos na cintura.
Comitê de Apoio de Recife (PE) realizará evento de apoio à luta dos posseiros de Barro Branco, em Jaqueira, no dia 18 de abril, às 14h,
As ocupações ocorreram no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Pernambuco, Ceará e Pará, mas outras mobilizações também foram realizadas em Santa Catarina. Ao todo, mais de 9 mil famílias foram mobilizadas. 
Desde o dia 1° de abril, policiais têm realizado uma incursão violenta e sem mandado judicial na ocupação Nova Esperança. Moradores denunciam que os militares invadiram as casas e promoveram terror na noite. A ocupação, se localiza em Campo Magro, Região Metropolitana de Curitiba.
Mesmo com a propriedade já estando nas mãos do Instituto Nacional para Colonização e Reforma Agrária (Incra), os latifundiários da região cercaram o acampamento camponês com a falsa alegação de que a propriedade era sua.