A concentração da terra não produz apenas poder econômico no campo. Por meio das oligarquias municipais e regionais, ela se converte em empregos, contratos, favores, crédito, obras e votos, ligando o domínio local à reprodução do Congresso, dos governos estaduais e do próprio sistema político nacional.
A trajetória de Evangelista Araújo Costa revela o funcionamento da violência reacionária que acompanha a expansão do latifúndio agroexportador no MATOPIBA: grilagem de terras, expulsão de comunidades camponesas e uma estrutura paramilitar armada, com participação de agentes do velho Estado, a serviço dos latifundiários.
Relatório registra 210 casos de invasão e exploração ilegal de recursos em 151 terras indígenas; ao AND, secretário-executivo do Cimi denuncia pressão para entregar a grandes monopólios a exploração mineral dos territórios, enquanto grilagem e outras atividades predatórias avançam sobre as terras dos povos.
AND cobriu evento do Cimi em Brasília, em que Luis Ventura Fernández denunciou a participação crescente das polícias na “violência que mata” indígenas, camponeses e quilombolas; liderança Guarani-Kaiowá detalha ataque direto de agentes contra comunidade no Mato Grosso do Sul.
AND cobriu o evento e entrevistou lideranças Guarani-Kaiowá e Manoki e o secretário-executivo do Cimi, que denunciaram ataques às retomadas e a atuação das forças de repressão junto a bandos armados do latifúndio; levantamento registra 258 assassinatos de indígenas, alta de 22,3%.
PF prendeu e afastou servidores da Assembleia Legislativa e cumpriu buscas contra o núcleo de Alex Redano, enquanto a Assembleia segue em silêncio diante da grilagem, da pistolagem e da perseguição aos camponeses pobres, sustentadas por representantes políticos do latifúndio em Rondônia.
Candidato do PSD se vende como “agro raiz”, mas expansão do latifúndio agroexportador preserva a concentração da terra e as relações semifeudais, avança com violência e devastação, recebe bilhões do velho Estado e serve ao lucro máximo do imperialismo.
Cerca de 300 famílias camponesas organizadas pelo MST ocuparam a Fazenda Sálvia, em Planaltina (DF), contra a especulação imobiliária em terras públicas da União. Os acampados denunciam o histórico de violência dos guaxebas, a paralisia da reforma agrária sob a gerência de Luiz Inácio e reafirmam a necessidade da autodefesa popular.
“Vocês conhecem a LCP tão bem quanto eu”: autoproclamado “05” do clã Bolsonaro, Scheid revive sua suposta “história de superação” de 2018, chama a LCP de “facção criminosa” e prega cadeia para camponeses pobres.
Pesquisa publicada na revista Nature alerta que desmatamento e deterioração do meio natural podem degradar mais de dois terços do bioma; dados do MapBiomas sobre uso da terra mostram pressão da pecuária e da soja do latifúndio agroexportador.