latifúndio
A concentração da terra não produz apenas poder econômico no campo. Por meio das oligarquias municipais e regionais, ela se converte em empregos, contratos, favores, crédito, obras e votos, ligando o domínio local à reprodução do Congresso, dos governos estaduais e do próprio sistema político nacional.
Francisco Heráclio do Rêgo, ou coronel Chico Heráclio, considerado pela historiografia burguesa "o último dos coronéis" (sic). (Foto: Creative Commons)
A trajetória de Evangelista Araújo Costa revela o funcionamento da violência reacionária que acompanha a expansão do latifúndio agroexportador no MATOPIBA: grilagem de terras, expulsão de comunidades camponesas e uma estrutura paramilitar armada, com participação de agentes do velho Estado, a serviço dos latifundiários.
Exclusivo: 20 anos de pistolagem, milícia, grilagem e impunidade. Como Evangelista Araújo Costa comandou uma estrutura de pistolagem, milícia e grilagem do Tocantins ao Maranhão. (Imagem: Comsolute/Reprodução)
Relatório registra 210 casos de invasão e exploração ilegal de recursos em 151 terras indígenas; ao AND, secretário-executivo do Cimi denuncia pressão para entregar a grandes monopólios a exploração mineral dos territórios, enquanto grilagem e outras atividades predatórias avançam sobre as terras dos povos.
Indígenas protestam contra o projeto do monopólio minerário canadense Belo Sun, que pretende explorar ouro na Volta Grande do Xingu (PA), durante o Acampamento Terra Livre, em abril de 2026, em Brasília (DF). (Foto: Brenda Okubo/ISA/Reprodução)
AND cobriu evento do Cimi em Brasília, em que Luis Ventura Fernández denunciou a participação crescente das polícias na “violência que mata” indígenas, camponeses e quilombolas; liderança Guarani-Kaiowá detalha ataque direto de agentes contra comunidade no Mato Grosso do Sul.
Luis Ventura Fernández, secretário-executivo do Cimi, apresenta o relatório “Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2025” durante o lançamento, em Brasília, no dia 13 de agosto. (Foto: Cimi/Reprodução)
AND cobriu o evento e entrevistou lideranças Guarani-Kaiowá e Manoki e o secretário-executivo do Cimi, que denunciaram ataques às retomadas e a atuação das forças de repressão junto a bandos armados do latifúndio; levantamento registra 258 assassinatos de indígenas, alta de 22,3%.
Representantes indígenas participam do lançamento do relatório “Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2025”, realizado pelo Cimi na sede da CNBB, em Brasília, no dia 13 de agosto. (Foto: Cimi/Reprodução)
PF prendeu e afastou servidores da Assembleia Legislativa e cumpriu buscas contra o núcleo de Alex Redano, enquanto a Assembleia segue em silêncio diante da grilagem, da pistolagem e da perseguição aos camponeses pobres, sustentadas por representantes políticos do latifúndio em Rondônia.
Alex Redano, presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, em montagem com agentes da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União durante a Operação Reduto. (Fotos: @alex.redano/Instagram; CGU; Reprodução/Sinjur)
Candidato do PSD se vende como “agro raiz”, mas expansão do latifúndio agroexportador preserva a concentração da terra e as relações semifeudais, avança com violência e devastação, recebe bilhões do velho Estado e serve ao lucro máximo do imperialismo.
Na Rondônia Rural Show 2025, o latifundiário Ronaldo Caiado posa com o governador reacionário Marcos Rocha e o “guaxeba de farda” Régis Braguin, então comandante-geral da PM-RO e posteriormente defenestrado do cargo após uma gestão marcada pela repressão e por operações de extermínio contra camponeses. (Foto: PM-RO/Reprodução)
Cerca de 300 famílias camponesas organizadas pelo MST ocuparam a Fazenda Sálvia, em Planaltina (DF), contra a especulação imobiliária em terras públicas da União. Os acampados denunciam o histórico de violência dos guaxebas, a paralisia da reforma agrária sob a gerência de Luiz Inácio e reafirmam a necessidade da autodefesa popular.
“Vocês conhecem a LCP tão bem quanto eu”: autoproclamado “05” do clã Bolsonaro, Scheid revive sua suposta “história de superação” de 2018, chama a LCP de “facção criminosa” e prega cadeia para camponeses pobres. 
Camponeses da LCP enfrentam bravatas de Bruno Scheid e de seu ídolo Jair Bolsonaro contra a luta pela terra em Rondônia. Montagem: AND
Pesquisa publicada na revista Nature alerta que desmatamento e deterioração do meio natural podem degradar mais de dois terços do bioma; dados do MapBiomas sobre uso da terra mostram pressão da pecuária e da soja do latifúndio agroexportador.
Trecho de floresta amazônica queimada para dar lugar à pastagem de gado no Acre, um dos epicentros do desmatamento na Amazônia. Foto: Victor Moriyama/Climate Visuals