Gustavo Petro
Segundo turno entre Iván Cepeda e Abelardo de la Espriella ocorre em meio à pobreza rural, à violência no campo e à concentração fundiária, e questão agrária seguem sem solução estrutural; primeira volta registrou abstenção de 42,12% do eleitorado, além de quase 700 mil votos em branco, nulos ou não marcados.
Camponeses bloqueiam rodovia em César, Colômbia, durante mobilização pela terra, exibindo faixa com os dizeres “Esta terra é nossa”. Foto: Nueva Democracia/Reprodução
Longe de estar acuado pela ofensiva reacionária, o ELN tem demonstrado uma elevada capacidade operativa e adaptação tecnológica.
Enquanto o velho Estado colombiano despeja bombas, o ELN responde com ações de sabotagem e ataques cirúrgicos contra as suas estruturas.
A importância estratégica dessas ações transcende o conflito interno e se coloca como um entrave real aos planos da reação colombiana e do imperialismo ianque na região.
A versatilidade guerrilheira foi reafirmada no final de fevereiro, quando ataques audaciosos com drones carregados de explosivos atingiram bases militares estratégicas.
Horas após visita oficial de Gustavo Petro à Casa Branca, militares colombianos bombardearam guerrilheiros para provar lealdade à cartilha de Washington de “combate ao narcoterrorismo”, enquanto o subcontinente segue na sombra de maiores intervenções imperialistas.
Enquanto o ELN e as FARC-EP convocam a unidade para defender a soberania, o oportunista Gustavo Petro ajoelha-se diante de Donald Trump e pede o apoio militar do imperialismo ianque para massacrar a resistência.
Segundo o ministro do Interior, Petro pediu ajuda para Trump para “golpear duramente o ELN”, já que os guerrilheiros “sempre terminavam na Venezuela”. O objetivo seria golpear a retaguarda do ELN, com a ajuda do EUA em território venezuelano.
O discurso de “combate ao narcoterrorismo”, utilizado pelo EUA, é questionado por estudiosos do tema das rotas do tráfico de drogas internacional. Em relação a Venezuela, o Washington Office on Latin America (WOLA), afirma que o papel da Venezuela no tráfico transnacional de drogas é superestimado. Além de que os documentos disponibilizados pelo EUA não comprovam a acusação de que governos como o da Venezuela operam cartéis de drogas.