Farsa Eleitoral
O programa A Propósito #374 acompanhou a apuração do primeiro turno e debateu o crescente afastamento das massas da velha democracia, a ingerência ianque e o avanço bolsonarista. Com a totalização concluída, cálculo ampliado de AND chegou a um boicote de 51,88 milhões de pessoas – quase a votação individual de cada candidato que passou ao segundo turno.
Agitação pelo boicote à farsa eleitoral na Praça da Liberdade, em São Paulo, levanta a consigna “Eleição não! Revolução sim!” e convoca o povo à organização e à luta revolucionária. (Foto: Banco de dados/AND)
A falsa esquerda, hasteando bandeiras vermelhas e governando com a direita, fortalece politicamente a extrema direita. A culpa não é das abstenções, senhoras e senhores, mas do próprio oportunismo.
O oportunismo como antessala do fascismo: ao desmobilizar as massas e frustrar suas aspirações, a falsa esquerda abre caminho para o avanço da extrema direita. (Arte: AND)
Os democratas e revolucionários devem impulsionar ações concretas e enérgicas que polarizem politicamente o País por meio do boicote à farsa eleitoral, como expressão do caminho democrático, e atuar para que a rebeldia popular se converta em luta pela Nova Democracia.
Ativistas realizam grande agitação, conclamando o boicote à farsa eleitoral nos portões de acesso à Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro, em 2020. (Foto: Banco de dados/AND)
A crise é exposta, administrada e convertida em instrumento de recomposição do poder. O que se apresenta como escândalo excepcional pode cumprir uma função ordinária na vida do velho Estado: renovar os termos de sua legitimidade sem modificar as relações fundamentais que o sustentam.
Daniel Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante festa em Londres, em abril de 2024. A fotografia foi encontrada pela PF no celular do ex-banqueiro. (Foto: Reprodução/PF)
Trata-se de uma demonstração prática de que a podridão é multi-institucional, suprapartidária, da extrema direita à falsa esquerda. Afinal, Vorcaro encontrava portas abertas em diferentes partidos e instituições porque o grande capital não está submetido às fronteiras eleitorais com que seus representantes dividem o povo.
Escárnio: ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Edson Fachin (de costas) riem durante sessão do STF, em meio à crise sem precedentes de legitimidade das velhas instituições. (Foto: Brenno Carvalho/O Globo)
Em profunda crise de legitimidade, as instituições do velho Estado afundam no descrédito, mas o ministro do STF tem uma receita para a velha democracia burguesa: reformar as eleições – num sistema do qual ele próprio é velho conhecido.
Alexandre de Moraes confere o relógio durante sessão do STF. A velha ordem tem pressa – mas não há reforma eleitoral que detenha sua decomposição. (Foto: Wilton Junior/Estadão)
AND debate o lançamento das candidaturas presidenciais, o crescente descrédito nas instituições e sua posição histórica sobre o boicote à farsa eleitoral.
Capa do A Propósito #373 apresenta Ronaldo Caiado, à esquerda, Flávio Bolsonaro, ao centro, e Luiz Inácio, à direita, caracterizados como personagens de um circo eleitoral montado em meio ao crescente descrédito popular na velha ordem política. (Montagem: AND. Imagens: Reprodução)
Em desdobramento do A Propósito #371, Victor Bellizia afirmou que a interferência ianque não ocorre contra o pleito, mas por meio dele, e que a particularidade de 2026 é o caráter aberto assumido por uma dominação antes exercida sob formas menos ostensivas.
O deputado “republicano” ianque Carlos A. Gimenez publicou uma montagem de Luiz Inácio vendado, acompanhada da frase “O que o espera... #Brasil”, em alusão ao sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em outra manifestação aberta da ingerência do imperialismo ianque sobre a política e a farsa eleitoral no Brasil. (Foto: X/Reprodução)
Alfredo Gaspar, escolhido por Flávio Bolsonaro como seu vice, é acusado de manter relação com adolescente de 13 anos; teia de crimes e escândalos revela que a extrema direita, o "centrão" e a falsa esquerda se unem com o que há de menos honorável na sociedade brasileira.
Alfredo Gaspar ao lado de Flávio "Rachadinha". (Foto: Evaristo Sa/AFP/Reprodução)